Roberto Requião critica medidas do governo Temer

Da Redação e Da Rádio Senado | 03/08/2016, 17h28

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) recomendou que as novas gerações diferenciem as gestões do governo interino de Michel Temer com as ideias do PMDB tradicional.

No plano internacional, disse Requião, o PMDB, na administração de José Sarney, não se realinhou automaticamente com as grandes potências e defendia a cooperação regional, além de ter estreitado relações com Cuba e os países do Leste Europeu.

Segundo Requião, o Brasil se aliou ao que há de mais atrasado na América Latina e conspira contra o Mercosul. Além disso, tenta ressuscitar a Área de Livre Comércio das Américas, o que, em sua opinião, prejudicaria o país.

O senador também criticou o fato de o governo querer cobrar dos trabalhadores a fatura da atual crise econômica, com mudanças na previdência social e com o aumento da idade mínima para a aposentadoria, por exemplo.

Na saúde, o governo interino acena com a privatização do setor e a revogação do programa Mais Médicos. E tudo isso é contrário à série de direitos conquistados ao longo dos anos pelos brasileiros, lamentou Roberto Requião.

- Não estou canonizando José Sarney, mas rejeito, refuto e combato toda a iniciativa estúpida que quer condená-lo ao fogo do inferno. O PMDB de Sarney era muito diferente desta aventura do Temer, em parceria com os interesses geopolíticos de potências poderosas e da banca instalada no Brasil e sôfrega por retirar direitos dos trabalhadores - disse o senador.

Requião ainda criticou o projeto que permite o saque das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pelo trabalhador, somente com a aposentadoria e não mais com a demissão sem justa causa. Para o senador, o mercado financeiro será o principal beneficiário dessas propostas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)