Senado ajudou Brasil a fazer história nas Olimpíadas

André Fontenelle | 01/08/2016, 10h44 - ATUALIZADO EM 01/08/2016, 16h37

A falta de dinheiro foi um problema crônico do esporte olímpico brasileiro ao longo do século 20. Desde os Jogos de Antuérpia, na Bélgica, em 1920 — primeira participação do Brasil numa Olimpíada —, a viagem da delegação nacional sempre foi prejudicada pela escassez de recursos. O Brasil até deixou de figurar numa edição dos Jogos por motivos financeiros — em Amsterdã, em 1928.

A questão só foi resolvida em 2001, com a Lei Agnelo-Piva. Nascida de um projeto do então senador Pedro Piva, a lei destinou parte da arrecadação das loterias para o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e para o Paralímpico Brasileiro (CPB). Isso representou uma fonte permanente e estável de recursos para a preparação dos atletas brasileiros. Nos Jogos do Rio de Janeiro, que serão abertos oficialmente nesta sexta-feira (5), numa cerimônia no estádio do Maracanã, espera-se que o Brasil fique pela primeira vez entre os dez primeiros colocados no quadro de medalhas.

Em diversas ocasiões, o Parlamento participou das negociações para custear o envio de equipes aos Jogos. Às vésperas da abertura da 31ª Olimpíada da era moderna — a primeira organizada por um país sul-americano —, o Arquivo S conta a história do envolvimento do Senado com o esporte desde a primeira participação olímpica brasileira, ilustrada por dois episódios: a presença nos Jogos de 1920 e o processo que levou à aprovação da Lei Agnelo-Piva.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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