Lindbergh considera frágeis os argumentos a favor do impeachment de Dilma
Da Redação e Da Rádio Senado | 14/12/2015, 18h10
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta segunda-feira (14) que não existem fundamentos jurídicos para o impeachment da presidente Dilma Rousseff que tramita na Câmara dos Deputados. Lindbergh disse que não há uma acusação direta contra a presidente e considerou inconsistentes e frágeis os argumentos das pedaladas fiscais e dos decretos de abertura de créditos suplementares utilizados no pedido de impeachment.
Em pronunciamento no Plenário, Lindbergh ressaltou que todos os governos praticaram as pedaladas fiscais e explicou que as leis orçamentárias previam a possibilidade de abertura de créditos suplementares sem autorização legislativa, desde que a meta de superávit primário fosse cumprida. Segundo o senador, ao aprovar a alteração da meta, o Congresso legitimou os decretos de créditos suplementares assinados por Dilma.
— Naquela denúncia contra Fernando Collor de Mello, ali tinha um crime de responsabilidade claro. Foram encontradas contas do PC Farias e contas fantasmas, tinham coisas concretas. Quais argumentos estão lançando para o impeachment da presidente Dilma? Não há uma acusação direta contra ela. As pessoas têm que entender que podem ter as maiores discordâncias do governo dela. Agora, a presidente Dilma é uma mulher honrada e honesta e não tem denúncia contra ela — frisou.
Lingbergh Farias criticou ainda a postura do vice-presidente Michel Temer de conspirar para derrubar Dilma. Segundo ele, o vice-presidente deveria manter o recato e respeitar suas responsabilidades institucionais. Na opinião do senador, caso Temer assumisse a presidência, o hipotético governo seria uma tragédia histórica.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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