Eduardo Amorim critica projeto que revê desoneração da folha de pagamento

Da Redação | 18/08/2015, 20h35 - ATUALIZADO EM 19/08/2015, 10h43

O senador Eduardo Amorim (PSC-SE) disse nesta terça-feira (18), em pronunciamento, que o projeto que revê a política de desoneração da folha de pagamento das empresas não corresponde à realidade, pois prevê “uma grande reoneração” para vários setores da indústria nacional. A proposta (PLC 57/2015), relatada pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), aguarda exame em Plenário e poderá ser votado nesta quarta-feira (19).

— Espero que o senador Eunício encontre até amanhã a grande missão de convencer o povo brasileiro, e trazer uma boa proposta — afirmou Amorim, para quem o projeto compromete o funcionamento das empresas, dado o aumento da carga tributária contida na proposta.

Na avaliação de Amorim, o projeto atende a "sanha arrecadatória" do governo, sob o pretexto de promover o ajuste fiscal. O senador considera que o governo vai modificar “para bem pior” as regras atuais da desoneração. Ele observou que o "desajuste fiscal" foi promovido pelo governo atual, reeleito em outubro de 2014.

Manifestações

Em seu pronunciamento, Amorim destacou a importância das manifestações populares de domingo (16) contra o governo da presidente Dilma Rousseff. O senador ressaltou a intensa capilaridade das manifestações, realizadas até em cidades menores, e apontou o grande número de famílias com crianças presentes nos protestos, o que reforçaria o caráter cívico dos eventos.

Na avaliação de Amorim, a reprovação ao governo Dilma por 71% da população está “cristalizada”. Ele avalia que o foco dos protestos populares encontra-se bem definido.

— O foco das manifestações é contra o governo que aí está, ou seja, é um basta a tudo o que estamos vivendo. O povo brasileiro já não suporta mais pagar essa conta, é tanto sacrifício. O povo cansou de ser enganado por esse governo — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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