Cristovam Buarque aponta retrocesso do Brasil na área de educação

Da Redação e Da Rádio Senado | 13/05/2015, 20h16

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lamentou que, 127 anos após o fim da escravidão, o Brasil ainda não garanta escola para os filhos e descendentes dos escravos - que, segundo o senador, são todos os pobres do país.

Para ele, nada indica que esse sonho do abolicionista Joaquim Nabuco esteja em vias de se tornar realidade. Cristovam ressaltou que o documento que deveria indicar as estratégias para o Brasil se tornar uma "pátria educadora" não cria a esperança de que, num futuro próximo, o brasileiro terá uma educação de qualidade.

Cristovam Buarque referiu-se ao documento Brasil, pátria educadora, elaborado pelo ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. Em sua opinião, a proposta "não tem ambição nem substância", porque não diz quanto vai custar, nem de onde sairão os recursos para melhorar a educação brasileira.

- Nós não temos visto nenhum gesto que indique que o Brasil caminhe para ser uma pátria educadora. E eu diria mais: temos visto retrocesso até mesmo no pouco que foi feito. Retrocesso no Fies, retrocesso na parada de recursos transferidos para prefeituras implantarem a educação integral, cortes na educação. O que temos visto é o caminho contrário de "pátria educadora". Então, tenho a impressão de que estamos, mais uma vez, caminhando para simples publicidade em torno do slogan “pátria educadora" - disse ele em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (13).

Apesar das críticas, Cristovam Buarque considerou positivo o ministro Mangabeira Unger defender maior participação do governo federal na educação; a criação de uma carreira nacional do magistério; formação de gestores educacionais; a disseminação da jornada integral; melhor formação dos professores; e uso de novas tecnologias nas salas de aula.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)