Fernando Collor relembra conquistas históricas dos trabalhadores
Da Redação | 30/04/2015, 13h50
Representante do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o senador Fernando Collor (AL) foi à tribuna do Plenário nesta quinta-feira (30) para lembrar que a legenda à qual é filiado sempre foi uma referência na defesa dos interesses da classe trabalhadora do país.
O senador recorreu à história para lembrar conquistas obtidas a partir do presidente Getúlio Vargas e que até hoje são usufruídas pelos brasileiros, como o salário mínimo, a jornada de oito horas, e o direito a férias, a descanso semanal remunerado, a aviso prévio e a carteira de trabalho.
Ao falar sobre as mudanças no país após a Revolução de 1930, o parlamentar lembrou a criação do Ministério do Trabalho, que teve Lindolfo Collor, seu avô, o primeiro ministro a ocupar a pasta.
— Este novo ministério promoveu uma mudança de paradigma que possibilitou ao Brasil construir uma nova ordem social, com maior valorização da mão de obra e estabilidade para o empresariado. Lindolfo Collor, em seu discurso de posse, definiu a criação da pasta como um desafio que se traduzia na descoberta da correlação entre a justiça social e desenvolvimento econômico, porque o Brasil, dizia ele, deveria ser um ótimo mercado interno para o Brasil — afirmou.
O senador lamentou o fato de haver pessoas que se insurgem contra as garantias reunidas na CLT. Segundo ele, há até quem atribua à Era Vargas a responsabilidade pelos entraves que impediram o desenvolvimento do País.
— Acreditam que a desregulamentação, a precarização, o aviltamento dos direitos sociais dos trabalhadores é condição necessária para alavancar a competitividade do Brasil no mercado internacional — acrescentou.
Para o senador, os trabalhadores brasileiros não têm muito o que comemorar neste 1º de maio, diante de iniciativas previstas no ajuste fiscal do governo, como mudanças nas regras de terceirização, do seguro-desemprego, do abono salarial e da pensão por morte.
— Não nos cabe agora permitir, num momento de crises de toda ordem, que se imponham perdas e prejuízos aos trabalhadores. Seria um contrassenso, ou mesmo um paradoxo na construção de nossas políticas públicas. O que precisamos é justamente agir de forma inversa, valorizando a classe produtiva, o empregado, o consumidor popular que faz a economia girar e crescer — concluiu.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE: