Incerteza sobre plataformas petrolíferas causa milhares de demissões no Rio Grande do Sul, alerta Paim
Da Redação e Da Rádio Senado | 23/02/2015, 15h39
O senador Paulo Paim (PT-RS) disse nesta segunda-feira (23), em Plenário, esperar uma solução para a crise que atinge o polo naval da cidade gaúcha de Rio Grande, no qual 16 mil pessoas foram demitidas de novembro a janeiro, segundo ele como consequência dos escândalos na Petrobras. Também estariam ocorrendo demissões na área naval na Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco.
Ele informou que na sexta-feira (20) o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, receberá uma comitiva de lideranças políticas e sindicais de Rio Grande para discutir o assunto.
Paulo Paim leu carta do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos Rio Grande e São José do Norte, Benito Gonçalves, alertando que o momento é de caos devido às incertezas quanto à fabricação das plataformas P-75 e P-77.
— O emprego é sagrado. E nós aqui nesse momento, temos a obrigação de defender o polo naval, defender a Petrobras, em defesa da dignidade da nossa gente, da justiça e do nosso país. Se alguém teve desvio de conduta que pague pelo que fez. Mas os trabalhadores não podem mais uma vez serem chamados a pagar a conta — declarou o senador.
Fator previdenciário
Por outro lado, Paim comemorou a notícia de que o governo já pensa em mudar o cálculo das aposentadorias. Ele destacou que, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Previdência, Carlos Gabas, afirmou que o governo discutirá com os movimentos sindicais o fim do fator previdenciário, mecanismo usado no cálculo das aposentadorias diminui o valor dos benefícios ao longo do tempo. Essa redução pode chegar a quase 50%, reclamou o senador.
Paulo Paim lembrou que o Senado já aprovou um projeto seu que acaba com o fator previdenciário, mas falta a votação da proposta na Câmara. Ele defende a fórmula 85/95, a mesma apontada pelo ministro na reportagem. Paim explica como ficaria as aposentadorias com essa fórmula.
— [O novo critério] Vai permitir que a mulher se aposente com salário integral aos 55 anos de idade e 30 de contribuição; o homem, 60 anos de idade e 35 de contribuição. É bem melhor que o fator previdenciário. Acredito, piamente, que possamos chegar ao entendimento entre Congresso, movimentos sociais e Poder Executivo, sem radicalismo, apostando na construção de uma nova fórmula, a fórmula 85/95 — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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