Em apartes, senadores elogiam campanha e postura de Aécio Neves

Guilherme Oliveira | 05/11/2014, 20h21

O discurso de Aécio Neves (PSDB-MG) em seu retorno ao Senado, depois da campanha eleitoral, foi bem recebido por vários colegas do parlamentar, correligionários ou não, que fizeram questão de dirigir elogios ao ex-candidato à Presidência da República.

Apesar da derrota para a presidente Dilma Rousseff, senadores do PSDB disseram acreditar que Aécio ainda tem um futuro promissor na política. Antonio Aureliano (MG) afirmou que o conterrâneo “acendeu uma luz de esperança” e que “o destino lhe reserva o caminho do bem fazer”. Lúcia Vânia (GO) apontou Aécio como um líder das oposições e disse que ele terá competência para fortalecer a democracia no país.

Para Flexa Ribeiro (PA), Aécio é um “estadista”. Sai das eleições maior do que entrou. Além disso, construiu uma liderança que mudou o país. Na mesma linha, Ruben Figueiró (MS) classificou Aécio de “grande vitorioso” e criador de  “uma nova mentalidade, uma nova consciência”. E fez uma previsão:

- Tenho certeza de que Vossa Excelência vai dirigir, no futuro os destinos dessa pátria.

Cícero Lucena (PB) celebrou a determinação do colega ao longo da campanha e testemunhou que só o viu abatido quando o candidato do PSB, Eduardo Campos, faleceu em um acidente aéreo.

- Era um amigo, um companheiro e compartilhava dos sonhos e do desejo de um país mais justo e solidário – recordou.

Ao lembrar que que a maior vitória do partido no primeiro turno foi em seu estado, Paulo Bauer (SC) cumprimentou Aécio por orientar o cumprimento do “grande papel de trabalhar em favor do Brasil na oposição”.

Na opinião de Cyro Miranda (GO), a campanha eleitoral do PT foi “canalhice de gente desqualificada que mentiu vergonhosamente”. Ele comemorou o fato de que Aécio “respondeu com propostas”. Refereindo-se igualmente à elegância de Aécio, Cássio Cunha Lima (PB) lembrou que partiu do senador mineiro a iniciativa de telefonar à presidente reeleita Dilma Rousseff para parabenizá-la pela vitória nas urnas. O parlamentar pela Paraíba aproveitou para cobrar auditoria do resultado das eleições:

- Não podemos continuar convivendo com um sistema de apuração de sufrágio que seja inauditável. Precisamos de um sistema eleitoral auditável, que permita recontagem de votos quando necessário.

Saudações de outros partidos

Senadores de outras legendas também fizeram intervenções elogiosas a Aécio Neves. Inclusive alguns integrantes de siglas que compõem a base do governo petista, que manifestaram postura independente e reiteraram preferência eleitoral pelo colega do PSDB.

Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que votou em Aécio seguindo seu maior partido: a sua consciência. Pedro Taques (PDT-MT), eleito governador do Mato Grosso em primeiro turno, lembrou que fez campanha ao lado de Aécio e pregou o entendimento entre partidos.

- Na democracia, as pessoas não devem se odiar, não devemos beneficiar os amigos nem prejudicar os adversários. O Brasil é maior que seus partidos. Foi uma honra pedir votos para vossa excelência - afirmou.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) lembrou que, embora seu partido seja da base do governo, atua de modo independente no Senado e apoiou Aécio nas eleições. Ela também criticou a falta de respeito na disputa eleitoral e ressaltou a necessidade de se preservar a liberdade de imprensa.

- A liberdade de expressão é um princípio fundamental inarredável da democracia, e estaremos aqui para sermos vigilantes - disse.

Ataídes Oliveira (PROS-TO) afirmou que não é possível “coadunar com práticas ilícitas de um governo corrupto”, e garantiu que seguirá Aécio no parlamento. Magno Malta (PR-ES) garantiu a Aécio que ter perdido as eleições foi “um livramento de Deus”:

- Este país está quebrado, as medidas serão amargas e vossa excelência ia ter que pagar uma conta que não é sua. Agora, quem vai ter que pagar é quem fez striptease moral em praça pública.

O partido de Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) apoiou a candidatura de Aécio Neves a partir do segundo turno da campanha eleitoral. Valadares recordou a proximidade entre o colega e o presidenciável de seu partido Eduardo Campos, e disse que Aécio cumpriu um “papel histórico”:

- Vossa excelência conquistou milhões de brasileiros com sua coragem cívica, seu equilíbrio e sua firmeza nos momentos decisivos. Deixa o exemplo de que só devemos lutar com as armas da democracia, do respeito ao adversário, da convicção da defesa de nossas ideias.

Luiz Henrique (PMDB-SC) sublinhou a importância de uma oposição “firme e forte” para que haja um bom governo e exortou o candidato derrotado do PSDB a tirar da derrota nas urnas um ensinamento. Romero Jucá (PMDB-RR) defendeu a busca de diálogo responsável e maduro, e destacou que a campanha presidencial de Aécio mostrou esse caminho.

- A política tem que focar momentos novos, olhar para frente, e levar esperança a todos os brasileiros. E a campanha de Aécio fez isso. Não ganhou a eleição, mas está ajudando a mudar o Brasil - avaliou o parlamentar por Santa Catarina.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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