Comparar plebiscito a golpe é inaceitável, diz Vanessa
Da Redação e Da Rádio Senado | 04/11/2014, 15h43
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) considera inaceitável a afirmação de que fazer plebiscito sobre reforma política seria equivalente a um golpe de Estado. O plebiscito é um instrumento democrático e está previsto na Constituição, recordou a senadora, e utilizá-lo ajudará a fortalecer a jovem democracia brasileira.
Vanessa admitiu que a democracia brasileira ainda tem falhas, e uma delas é exatamente a pequena participação do povo nas decisões importantes para a vida do país.
Ela contou que Estados Unidos, Suíça, França e Itália realizam muitos plebiscitos e que o Brasil está entre os países que menos utilizam esse tipo de consulta popular. No mesmo dia em que ocorreu o segundo turno das eleições no Brasil, observou, os uruguaios participaram de um plebiscito sobre redução da maioridade penal.
Para Vanessa, as manifestações contra a presidente Dilma Rousseff e a comparação do plebiscito a um golpe fazem parte de uma tentativa de se promover um terceiro turno das eleições presidenciais. Ela advertiu, no entanto, que a maioria dos brasileiros reelegeu Dilma Rousseff e que isso precisa ser respeitado.
— Estão agora, nesse momento, tentando dizer que plebiscito seria sinônimo de golpe. O que é isso? Plebiscito, como o referendo, são instrumentos que têm que ser utilizados, sim, e principalmente num momento em que o parlamento não consegue aglutinar forças majoritárias para promover as reformas que precisa promover. Vamos dialogar com a população diretamente. Tenho convicção própria de que o plebiscito seria muito mais apropriado, mas não tem problema se for um referendo. Eu acho que o que importa é envolver a população — disse Vanessa.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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