Suplicy homenageia Dom Tomás Balduino

Da Redação | 06/05/2014, 19h55

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentou voto de pesar pelo falecimento de Dom Tomás Balduino, bispo emérito da cidade de Goiás e fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), aos 91 anos de idade, no dia 2 de maio. O parlamentar também solicitou a apresentação de condolências aos familiares, à Comissão Pastoral da Terra, ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), à Ordem dos Pregadores, à Arquidiocese de Goiânia e à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Suplicy homenageou Dom Tomás, lembrando sua trajetória religiosa e o trabalho que desenvolveu na defesa dos direitos humanos especialmente junto aos povos indígenas e aos trabalhadores sem-terra.

— Ele teve papel importante na criação do Cimi, em 1972, e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975. Foi presidente do Cimi, de 1980 a 1984, e presidente da CPT, de 1999 a 2005, ano em que foi nomeado conselheiro permanente da CPT. Ele também ressaltou que o bispo, por sua atuação firme e corajosa, recebeu diversas condecorações e homenagens no Brasil e no exterior — ressaltou o senador.

A preocupação permanente de Dom Tomás Balduino com os mais pobres e com a questão da terra, mesmo com a saúde debilitada e internado no hospital, também foi destacada pelo parlamentar.

— Segundo seus amigos mais próximos, esteve em coma; mas, ao acordar, pouco antes de falecer, ele expressou que queria ir a Itaici para lembrar a toda a CNBB que era importantíssimo solicitar à Presidenta Dilma e ao Ministro do Desenvolvimento Agrário que acelerassem, que apressassem todos os passos relativos à realização da reforma agrária, aos assentamentos e, sobretudo, também para o reconhecimento dos direitos dos indígenas e dos trabalhadores sem terra — registrou Suplicy.

Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Casildo Maldaner (PMDB-SC) manifestaram, em apartes, a admiração que sempre tiveram pelo bispo e reafirmaram a importância de Dom Tomás Balduíno para a luta dos índios e dos trabalhadores sem-terra.

— Eu sei o que ele sofreu na época da ditadura. Eu sei o que ele fez para salvar pessoas, para tentar abrir espaços para muitos e muitos que não tinham chances. Eu sei de muitos que devem sua vida a ele. Eu sei da profundidade e da profundeza do trabalho que ele fez lá no início, quando defender índio era coisa que ninguém entendia; as terras eram dos colonos; os índios não tinham direito a coisa nenhuma; e ele veio do nada e, do nada, criou uma causa, criou uma bandeira — declarou Simon.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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