Acordos regionais de comércio não representam fim do multilateralismo, diz Roberto Azevêdo
Da Redação | 27/03/2014, 16h50
Os acordos regionais no comércio mundial não prejudicam as iniciativas multilaterais, tendo em vista que essas ações são complementares e aprimoram a relação entre os países. A avaliação é do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, que participou de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), encerrada há pouco.
Na reunião, ele falou sobre as perspectivas futuras de normatização do comércio multilateral.
— A fragmentação de acordos regionais ou bilaterais não representa o fim dos acordos multilaterais. A criação do GAT [organismo que antecedeu a OMC], em 1947, depois da Segunda Guerra, consolidou acordos que já existiam entre os Estados Unidos e parceiros comerciais. As disciplinas acordadas estão previstas. Os acordos de livre comércio e união aduaneira sempre existiram. O que se deve evitar são regras incompatíveis que dificultam a operação comercial, um emaranhado de regras — afirmou.
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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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