Simon chama Patriota para falar sobre Aliança do Pacífico

Da Redação | 05/06/2013, 16h15

Em pronunciamento nesta quarta-feira (5) o senador Pedro Simon voltou a demonstrar preocupação com os impactos da Aliança do Pacífico para o Brasil. Segundo o senador, o bloco comercial – que reúne Chile, Colômbia, México e Peru – contabilizou US$ 556 bilhões em exportações em 2012, contra US$ 335 bilhões registrados no comércio entre os países que integram o Mercosul.

Para Simon, o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, precisa vir ao senado falar sobre o tema. Requerimento com esse fim foi aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), mas o ministro ainda não marcou data para comparecer à comissão.

– Estão errados os presidentes do México, Peru, Chile e Colômbia ao acelerar sua integração econômica ou a verdade está com as nações do Mercosul, cuja união aduaneira parece ainda muito distante? Espero que a resposta a essa pergunta nos seja dada aqui pelo ministro das Relações Exteriores.

Simon afirmou, ainda, que o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, também deveria vir falar sobre o tema. Em entrevista recente, Garcia afirmou não "perder o sono" por causa da Aliança do Pacífico.

Para o senador, o novo bloco se apresenta como uma entidade de anos de existência e, com rapidez, chegou a um acordo que baixará a zero as tarifas de 90% dos produtos comercializados entre os países. Enquanto isso, o Mercosul continua com brigas internas, especialmente entre Brasil e Argentina.

Simon reproduziu alerta da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para a possibilidade de isolamento do Brasil e demais países do Mercosul caso não sejam procuradas alternativas de novos acordos comerciais. De acordo com a CNI, os integrantes do Mercosul estão à margem das grandes decisões do mundo atual.

Em aparte, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da CRE, elogiou o pronunciamento de Simon e a iniciativa de propor o debate com o ministro das Relações Exteriores. Para ele, é preciso considerar o impacto do novo bloco para o Brasil.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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