Benedito de Lira aponta carência de saneamento básico
Da Redação | 15/06/2011, 21h48
Em pronunciamento em Plenário nesta quarta-feira (15), o senador Benedito de Lira (PP-AL) registrou sua esperança com o lançamento da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, previsto para 16 de junho, mas mostrou-se preocupado com a falta de infraestrutura para atender a mais de 2 milhões de novas unidades habitacionais. O parlamentar pediu especial atenção para o saneamento básico, que é mais precário no Norte e no Nordeste porque a população tem menor capacidade de pagamento.
- Mais grave ainda, o que impede maiores investimentos por parte das companhias na prestação de serviço e qualidade na gestão de saneamento é a alta carga tributária que recai sobre as empresas - disse.
Citando dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento, o senador disse que diminuiu significativamente o volume de investimentos em saneamento básico no Brasil - um recuo de quase 30% nos primeiros quatro meses de 2011 em relação ao mesmo período do ano anterior. A associação atribui a queda à "lentidão dos poderes públicos locais" em elaborar projetos.
- Em vinte anos o Brasil teria de investir, em média, R$ 16 bilhões anualmente para cumprir a meta, ou seja, simplesmente o dobro do que conseguiu nos últimos dois anos - disse o senador, acrescentando que a queda nas vendas de material para saneamento expressa "um sintoma de descompasso entre expectativas, planejamento e execução de projetos".
Estaleiro
Benedito de Lira também lembrou a luta de Alagoas para implantar no estado o estaleiro Eisa, destinado à construção de navios e à produção de instrumentos para extração de petróleo. O senador mencionou encontro recente com a presidente Dilma Rousseff, no qual foi entregue um documento assinado pela bancada federal de Alagoas pedindo empenho para viabilizar o empreendimento.
- Ela nos assegurou que fará o que for possível, dentro das limitações da esfera de competência do governo. Não permitirá que as coisas não aconteçam no estado de Alagoas; ela conhece os índices que nós temos, os mais cruéis de todos os estados da federação - disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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