Jornalista morreu investigando o narcotráfico

Da Redação | 02/05/2011, 11h41

Nos últimos anos, o caso mais famoso de um jornalista assassinado no Brasil foi o de Tim Lopes, que trabalhava para a TV Globo. Ele foi capturado por traficantes em junho de 2002 na favela Vila Cruzeiro, subúrbio do Rio de Janeiro. Levava uma microcâmera escondida na bolsa para gravar imagens de um baile funk promovido pelos criminosos.

A morte de Tim Lopes teria sido represália a uma reportagem da TV Globo de um ano antes sobre a venda de drogas no morro. Por causa da matéria, vários traficantes teriam sido presos.

A emissora deu grande destaque ao assassinato, o que pressionou a polícia do Rio a investigar seriamente o caso. Em poucos meses, foram descobertos e presos os criminosos, liderados por Elias Pereira da Silva, o "Elias Maluco". Três deles foram mortos em confronto com a polícia. Sete criminosos foram condenados em júri popular, a maioria a 23 anos e meio de cadeia. "Elias Maluco" recebeu pena de 28 anos e seis meses.

Um de seus comparsas, igualmente condenado pelo crime que vitimou o repórter, Eliseu Felício de Sousa, o Zeu, foi preso durante a tomada do morro do Alemão, em novembro de 2010. Condenado a 23 anos e seis meses de prisão pela morte de Tim, Zeu havia ficado apenas cinco anos e 25 dias preso. Em 2007, recebeu o benefício do cumprimento da pena em regime semi-aberto e não retornou mais.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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