Obras em Salvador estão dentro do cronograma, assegura secretário
Da Redação | 26/04/2011, 19h01
Pelo menos na Bahia, o temor de não se concluírem as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo e as Olimpíadas não é verdadeiro, já que as melhorias estão sendo levadas a cabo dentro do cronograma previsto. Foi o que disse o secretário executivo da Secretaria da Copa do Mundo da Bahia, Renan Araújo, durante audiência pública da subcomissão da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, nesta terça-feira (26).
Segundo Renan Araújo, os projetos - a construção da Arena Fonte Nova, melhorias para mobilidade urbana e obras no porto e no aeroporto de Salvador - estão adiantados e talvez fiquem prontas até mesmo para a Copa das Confederações, em 2013. Segundo disse, a ideia é trabalhar em mutirão e num regime acelerado para cumprir os cronogramas.
- O depoimento do secretário nos deixa tranquilos em relação à Bahia, a Salvador. Na questão dos aeroportos, ele nos tranquiliza dizendo que Salvador não precisa de um aeroporto novo, somente de pequenas readequações e que isso está tudo dentro de um cronograma - disse o presidente da subcomissão, senador Blairo Maggi (PR-MT).
O estádio Arena Fonte Nova, uma das obras que estariam mais adiantadas, está orçada em R$ 591,7 milhões e receberá recursos, além do governo estadual, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste. A previsão é de que seja concluída em dezembro de 2012. O principal entrave para a continuidade da construção, afirmou, é a liberação dos recursos que cabem ao BNDES, já que um relatório do Tribunal de Contas da Bahia apontou supostas irregularidades no contrato de parceria público-privada para a obra, mas o secretário acredita que o problema será resolvido em breve.
Ele informou a intenção, também, de se transformar o atual armazém do porto em um terminal de passageiros, para embarque e desembarque de turistas que chegam pelos transatlânticos. Serão destinados recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa num total de R$ 36 milhões. O final da obra está previsto para maio de 2013.
A respeito do aeroporto, disse Renan Araújo, não é necessária a construção de um novo terminal ou pista, mas somente implantar melhorias, como a ampliação dos terminais de passageiros e dos pátios das aeronaves, a construção de um novo edifício garagem e investir no próprio acesso ao aeroporto. A obra, orçada em R$ 30,4 milhões, com recursos da Infraero, deve ficar pronta em abril de 2012, afirmou.
Sobre a mobilidade urbana, continuou, apesar de o governo ter definido a adoção do Bus Rapid Transit (BRT), o corredor exclusivo para ônibus, foi aberta uma consulta pelo governo estadual para discutir se a melhor solução para o transporte de Salvador é a ampliação do metrô, a instalação do sistema BRT ou a criação de um novo sistema, no formato VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Para esta rubrica, serão destinados R$ 28,5 milhões, do governo do estado, e R$ 541,8 milhões por meio da Caixa Econômica Federal.
O outro convidado para a audiência, o gestor do escritório municipal da Copa da prefeitura de Salvador, Leonel Leal Neto, enviou justificativa à subcomissão dizendo-se impossibilitado de comparecer.
Subcomissões
Durante a audiência pública, o senador Pedro Taques (PDT-MT) questionou a existência devárias subcomissões a respeito do mesmo tema, no âmbito de comissões permanentes distintas. Ele citou o exemplo das subcomissões que tratam das obras para a Copa do Mundo e das que acompanham o Rio + 20, conferência sobre o meio ambiente a ser realizada no ano que vem. Blairo Maggi disse que levaria o assunto ao presidente do Senado, José Sarney, e pedir um freio à multiplicação de subcomissões.
- É um trabalho redobrado. O assunto deve ser levado à Mesa, vou procurar o presidente Sarney para conversar sobre esse assunto. Convidamos autoridades que se locomovem de seus estados, muitas vezes com grande dificuldade de voo para chegar à capital e no momento de prestar seu depoimento não há ninguém para ouvi-los. Acho um desrespeito com as pessoas que são convidadas - avaliou.
Mais tarde, Blairo Maggi voltou a falar sobre o problema em Plenário.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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