Marlete Queiroz diz que ciganos fazem 'um Brasil invisível'
Da Redação | 19/11/2010, 12h30
Durante a sessão especial do Senado Federal para comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra, Marlete Queiroz, representante da comunidade cigana, disse que há 800 mil ciganos de acampamento no Brasil. Segundo ela, trata-se de "um Brasil invisível", já que esses ciganos não têm direito sequer a uma certidão de nascimento.
Para Marlete Queiroz, o povo cigano "precisa de dignidade, respeito e esperança". Ela lamentou que os ciganos continuarão invisíveis no Brasil, já que não vão constar do recenseamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que deu aos entrevistados apenas três opções de raça: parda, branca ou negra.
A representante dos ciganos disse que seu povo sempre foi considerado intruso no Brasil, onde chegaram por volta de 1750, degredados de Portugal, com destino ao Maranhão. Ela lembrou que 600 mil ciganos foram exterminados pelo Nazismo, durante a Segunda Guerra Mundial.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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