Professor diz que, sem revolução educacional, país não tem saída
Da Redação | 10/11/2010, 15h44
A precária escolaridade dos brasileiros ajuda a perpetuar a desigualdade social e impõe obstáculos severos ao desenvolvimento econômico do país, disse nesta quarta-feira Jailson Bittencourt de Andrade, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).
Segundo Bittencourt, a média de escolaridade da população brasileira com 15 anos ou mais é de apenas 4,3 anos, bem inferior aos 8,8 anos da Argentina e aos 7,2 anos do México. O grave, conforme observou, é que cerca da metade dos jovens brasileiros tem dificuldade de leitura ou não sabe ler.
Portanto, na avaliação do membro da Academia Brasileira de Ciências, a solução para o país é uma revolução educacional baseada na qualidade do ensino, que, conforme disse, precisa alcançar toda a população e acontecer em todos os níveis - básico, fundamental, técnico e superior.
Longevidade
O professor da UFBA frisou que o capital humano e a qualificação do trabalhador representam "claramente um insumo essencial para estimular a novidade, a produtividade e a competitividade". A inovação, como assinalou, é o principal combustível para a longevidade das corporações.
Bittencourt defendeu urgente revisão no sistema de incentivos à inovação e a gastos de pesquisa e desenvolvimento, como a implantação de políticas efetivas de fortalecimento da micro e pequena empresa.
Ele propôs também um redesenho institucional das estruturas que buscam excelência na área, com base em alguns pressupostos, como autonomia institucional, sustentabilidade financeira, inteligência e liderança, parcerias com os setores público e privado, parcerias nacionais e internacionais, agenda de pesquisa interdisciplinar e pesquisa básica e aplicada.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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