Senadores requerem votos de pesar pela morte de Néstor Kirchner

Da Redação | 27/10/2010, 17h33

"Para o Brasil, Néstor Kirchner foi um amigo: defendia a Argentina, porém sem perder de vista o horizonte maior da integração entre nossos povos". Esse é um dos trechos da justificação do requerimento apresentado pelos senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Eduardo Suplicy (PT-SP) solicitando a inserção em ata de voto de pesar pelo falecimento do ex-presidente da Argentina Néstor Carlos Kirchner, marido da atual presidente argentina, Cristina Kirchner.

O requerimento apresentado pelos dois paulistas será atendido junto com um outro assinado por diversos senadores, entre eles o presidente José Sarney e a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). Além da inserção em ata, os signatários pedem também a apresentação de condolências aos familiares de Kirchner e ao povo argentino e a designação de uma representação do Senado para participar dos funerais. Os senadores Mercadante e Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foram os indicados.

Néstor Kirchner nasceu e foi criado na província de Santa Cruz, no sul da Patagônia. Ele ingressou na política fazendo oposição estudantil ao regime militar do general Juan Carlos Onganía, na década de 1960. Kirchner, que presidiu a Argentina no período de 2003 a 2007, morreu em sua residência em El Calafate, na província de Santa Cruz, vítima de enfarte.

- Poucos pensavam que um político oriundo dessa longínqua e despovoada província tivesse alguma chance de galgar os mais altos cargos da república em um país acostumado historicamente à hegemonia política de Buenos Aires. Nesse sentido, sua eleição a presidente da República Argentina representou um sopro de renovação no cenário político argentino, que dava, à época, inquietantes mostras de fragilização e de perda de legitimidade - declarou Suplicy durante a leitura do requerimento que apresentou em conjunto com Mercadante.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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