Suplicy explica desistência de candidatura ao governo de São Paulo
Da Redação | 30/03/2010, 19h19
Em discurso nesta terça-feira (30), o senador Eduardo Suplicy (SP) disse que desistiu de disputar a indicação do seu partido para concorrer ao cargo de governador do estado de São Paulo atendendo a "pedido unânime" da direção do PT para que abrisse mão da candidatura em favor do senador Aloizio Mercadante..
Suplicy explicou que havia sentido manter sua candidatura quando a própria direção do partido, que tem a responsabilidade de conduzir a campanha, havia solicitado que ele desistisse da postulação.
O senador disse que em novembro de 2009 o PT havia manifestado disposição de apoiar a candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PPS), em coligação com os partidos aliados, para o governo de São Paulo. Na ocasião, lembrou Suplicy, o partido tinha seis pré-candidatos ao posto:Marta Suplicy, Antonio Palocci, Fernando Haddad, Emídio de Souza, Arlindo Chinaglia e ele próprio. A condição para a manutenção das pré-candidaturas era obter o mínimo de 1% de assinaturas (2.970) dos 297 mil filiados. Aloizio Mercadante, recordou Suplicy, estava disposto a concorrer à reeleição para o Senado. Em dezembro, o senador anunciou que permaneceria no Senado.
O quadro mudou, no entanto, disse Suplicy, quando Ciro Gomes anunciou, há cerca de um mês, sua disposição de manter sua candidatura à Presidência da República, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Aloizio Mercadante que disputasse o governo de São Paulo e indicou Marta Suplicy para o Senado.
Suplicy relatou que, na ocasião, sugeriu ao partido que avaliasse qual dos candidatos poderia dar maior contribuição à candidatura da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff à Presidência da República e solicitou que também fossem considerados os resultados das pesquisas. Pesquisa de 29 deste mês do Instituto Datafolha colocou Suplicy (19%) à frente de Mercadante (13%) na corrida para o Palácio dos Bandeirantes. Mesmo assim, disse o senador, 12 entre 20 dirigentes presentes à reunião do partido na sede do PT em São Paulo na segunda-feira (29), pediram a ele que abrisse mão em favor de Mercadante, conforme quis esclarecer o senador a seus apoiadores do PT ou de outras tendências partidárias.
Plataforma
Entre as razões elencadas para ser candidato ao governo do estado, Suplicy citou a defesa da ética e da transparência; a construção de uma sociedade justa; o direito a voz a todos os cidadãos; diálogo com todos os segmentos sociais; assistência à saúde e à educação; atenção ao sistema viário e penitenciário e à Fundação Casa; preocupação ambiental; expansão da reforma agrária e microcréditos produtivos; e a transformação do programa Bolsa-Família no programa Renda Básica de Cidadania.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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