Sérgio Zambiasi quer Landell de Moura no livro 'Heróis da Pátria'
Da Redação | 10/03/2010, 21h50
O senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) propôs nesta terça-feira (10) que o padre Roberto Landell de Moura tenha seu nome inscrito no livro dos Heróis da Pátria, por ser um dos pioneiros na descoberta dos processos que levaram à invenção do rádio e precursor da radiotelefonia. Para isso, o parlamentar apresentou proposta (PLS 51/10), em exame na Comissão de Educação (CE) e quer que a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) comemore seu sesquicentenário, em 21 de janeiro de 2011.
Zambiasi explicou que Landell antecedeu em dois anos o feito do físico italiano Guglielmo Marconi, ao transmitir uma mensagem a uma distância de oito quilômetros entre transmissor e receptor, em São Paulo, em 1893.
- Trazia em seu sistema duas novidades: o microfone eletromecânico e o alto-falante telegráfico, que não existiam na experiência do italiano - ressaltou.
Uma segunda experiência de mesmo teor, disse Zambiasi, foi feita pelo padre em 1900, acompanhada pelo cônsul britânico à época, o que comprova, conforme o senador, a "injustiça histórica" de se considerar Marconi como o inventor do rádio.
Zambiasi assinalou que o Brasil produz um grande número de cientistas, mas que isso não costuma despertar o interesse da mídia como o fazem os craques produzidos pelo futebol.
O senador relatou que o padre Landell obteve nos Estados Unidos, em 1904, patente para diversos inventos seus como o transmissor de ondas, o telefone sem fio e o telégrafo sem fio. Nessas patentes, explicou, o cientista já havia incorporado avanços técnicos como a transmissão por ondas contínuas, por meio da luz - princípio da fibra ótica e por ondas curtas. Criou também, acrescentou Zambiasi, a válvula de três eletrodos, considerada fundamental para o envio de mensagens pela radiodifusão.
Em 1904, com a projeção da transmissão de imagem, o padre Landell, enfatiza o senador, abre caminho para o nascimento da televisão e para o teletipo.
- Apesar de vários jornais da época terem noticiado os feitos no final do século 19 e início do século 20, como O Estado de S.Paulo, Jornal do Commercio (RJ) e outros internacionais, Landell jamais foi reconhecido oficialmente, sendo ignorado em seu próprio país - lamentou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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