Paim destaca estudo da FGV que mostra crescimento do país

Da Redação | 19/02/2010, 10h33

Em discurso nesta sexta-feira (19), o senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou sua satisfação com os resultados apontados por recente pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), demonstrando que o período de junho de 2003 a julho de 2008 foi o melhor para economia brasileira nos últimos 30 anos. O estudo, informou Paim, foi divulgado no dia 11 de fevereiro e foi realizado pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos da FGV, sob a coordenação do ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, com mais seis economistas.

Segundo o senador, os dados comprovam que, nesses cinco anos, a indústria se expandiu e as vendas do comércio cresceram, o que também ocorreu com a renda das famílias e com a geração de empregos formais. O bom desempenho da economia, aponta o trabalho, começou seis meses após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e se prolongou pelos 61 meses seguintes.

Outro dado do levantamento, realçado por Paim, é o que indica que o menor período recessivo também aconteceu durante o atual governo, com duração de seis meses, entre junho de 2008 e janeiro de 2009 - pior momento da crise financeira mundial, explicou o senador.

- Muita coisa ainda precisa ser feita, mas esses resultados mostram que a forma escolhida pelo presidente Lula para conduzir os destinos do país foi a melhor no campo do crescimento nos últimos 30 anos - avaliou Paim.

Desemprego e redução de jornada

No mesmo pronunciamento, o senador gaúcho abordou a questão do desemprego, lembrando que a crise econômica de 2008/2009 afetou todos os países no que diz respeito à redução de postos de trabalho. Ele citou relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo o qual 212 milhões de pessoas, em todo o mundo, perderam seus empregos formais em 2009, engrossando o contingente de 1,5 bilhão de pessoas que realizam atividades não formais - o que corresponde a mais da metade de toda a força de trabalho mundial.

Os dados revelam ainda, conforme Paim, a melhor capacidade dos países emergentes - entre eles o Brasil - de superar mais rapidamente as dificuldades: enquanto os emergentes devem retomar o processo de geração de emprego até 2011, os países ricos atingirão tal resultado apenas em 2013.

- Esses dados são significativos porque demonstram que a situação ficou mais crítica onde a legislação trabalhista é mais flexível, como nos Estados Unidos, Espanha e Irlanda - observou o parlamentar.

Ele aproveitou, assim, para defender a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, de acordo com proposta em tramitação na Câmara dos Deputados.

- A abertura dos debates sobre esse assunto já me deixa feliz, pois vejo a possibilidade de construção de um entendimento entre governo, trabalhadores e empresários - disse ele.

Em aparte, o senador Adelmir Santana (DEM-DF) lembrou um dos avanços do período citado por Paim, que foi a inclusão dos empreendedores individuais entre os beneficiários do Simples Nacional, sistema tributário especial criado para facilitar recolhimento de tributos por micro e pequenas empresas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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