Alvaro Dias classifica de estapafúrdia a tese de que a oposição deseja privatizar a Petrobras

Da Redação | 21/05/2009, 18h44

"Os debates sobre a instalação da CPI da Petrobras produziram afirmações estapafúrdias como a incrível argumentação de que o objetivo da oposição é a privatização da empresa". Ao contrário, acrescentou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), os proponentes da comissão parlamentar de inquérito desejam "recolocar a Petrobras nos trilhos da correção, da honestidade, da qualificação técnica e profissional e da eficiência administrativa".

Segundo o senador, nos últimos anos a qualidade administrativa da Petrobras caiu em virtude do loteamento de cargos promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alvaro Dias classificou de "vergonhosa" a barganha política patrocinada pelo governo, quando a empresa é utilizada como moeda em troca de apoio político.

Alvaro Dias lembrou que o pedido para a instalação da CPI da Petrobras teve origem em três inquéritos abertos pela Polícia Federal por intermédio das operações Castelo de areia, Águas profundas e Royalties. Também teve como base diversas auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O senador informou que o jornal Folha de São Paulo noticiou nesta quinta (21) que o TCU já confirmou que houve fraudes na aplicação de R$ 230 milhões pela empresa.

- Ainda existem 171 processos ainda não concluídos em relação a Petrobras. Portanto, dizer que não é patriótico requerer uma CPI para investigar tudo isso, para colocar esse mal à luz para que possa ser investigado, denunciado, combatido e condenado não é uma argumentação estapafúrdia? Impatriótico seria fechar os olhos para essa realidade. Omissão seria cumplicidade. Seríamos cúmplices da desordem administrativa - afirmou Alvaro Dias.

Entidades que participaram de manifestação realizada no Rio de Janeiro, contra a instalação da CPI da Petrobras, estas sim, no entendimento de Alvaro Dias, estão se colocando como cúmplices da corrupção que teria havido na empresa. O senador destacou que muitas das entidades que participaram do evento receberam dinheiro da empresa e serão investigadas.

Por fim, o senador também reiterou que o seu partido entende que os oposicionistas deverão ter direito a quatro vagas na CPI, em vez das três anunciadas pela Mesa. Alvaro Dias também defendeu a manutenção da praxe existente na Casa no sentido de que a presidência da comissão parlamentar de inquérito seja reservada para um senador da oposição, enquanto a relatoria seja destinada a um governista.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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