Mesquita Júnior critica pedido de Mantega ao Congresso para que não aumente despesas

Da Redação | 31/10/2008, 15h05

Em discurso no Plenário nesta sexta-feira (31), o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) criticou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, por ter pedido aos parlamentares que não aprovem nenhuma medida destinada a aumentar os gastos com o funcionalismo público e com a Previdência. Mesquita Júnior disse que o governo ainda sinaliza que pode suspender a realização de concursos para a seleção de novos funcionários da administração pública federal.

- Além de pedir aos senadores que não aprovem o aumento de salário decidido pelo próprio governo, em medida provisória enviada ao Congresso, há insinuaçõesde que o governo pretende suspender a realização dos concursos públicos, que deveriam preencher quarenta mil vagas hoje ocupadas por cargos de confiança - declarou Mesquita Júnior.

Na opinião do senador, a suspensão dos concursos para funcionários na administração pública federal será um grave prejuízo também para a sociedade que carece de serviços públicos essenciais. Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que, para enfrentar a crise financeira, concordaria em não aumentar os salários dos funcionários que estão no topo da pirâmide, que recebem salários mais altos.

Mesquita Júnior ressaltou que o governo está socorrendo, com dinheiro público, bancos que investiram no que chamou de "roleta financeira".

- Enquanto isso, a população, que precisa de serviços públicos essenciais, paga a conta da crise, afirmou.

Federalismo

O senador também criticou o que considera interferência do governo federal nos estados. Em sua opinião, o governo estaria desrespeitando a autonomia desses estados, como unidades da Federação.

- O que estamos assistindo, em matéria de aplicação de recursos financeiros da União, através de seus programas específicos nos estados e municípios, constitui uma violação flagrante, ostensiva e até mesmo impudente do princípio federativo - declarou.

Mesquita Júnior acrescentou que o governo federal adquiriu o hábito de "até mesmo executar obras, adotar programas e criar projetos próprios das atribuições dos estados e até dos municípios diretamente, através do qual interfere ora nas administrações estaduais, ora nas administrações municipais".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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