Senadores destacam papel da Aeronáutica no desenvolvimento do país
Da Redação | 21/10/2008, 15h10
Ao discursar na sessão solene do Congresso que homenageou a Força Aérea Brasileira (FAB) e o Dia do Aviador, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) destacou o papel importante que a Aeronáutica desempenha na Amazônia como um todo e, em particular, em Roraima, por meio do Correio Aéreo Nacional (CAN) e das Missões Cívico-Sociais que socorrem e integram as comunidades mais carentes.
Mozarildo destacou que deputados e senadores, por estarem preocupados com a soberania e a integração nacionais, apresentam sempre emendas ao Orçamento para reforçar o caixa das Forças Armadas. Segundo ele, na Amazônia, onde há tráfico de armas e de drogas, não é possível manter a situação atual. Na região, disse, as fronteiras ficam "quase desguarnecidas", apesar dos grandes esforços dos militares, que atuam com contingentes insuficientes e equipamentos arcaicos.
O senador por Roraima criticou o governo federal pela demarcação de reservas indígenas sobre linhas da fronteira, especialmente nos limites do Brasil com a Venezuela e com a Guiana. Por causa da reserva Raposa/Serra do Sol, afirmou Mozarildo, essas zonas de fronteira estão sendo despovoadas com a expulsão de fazendeiros, "que geraram riquezas com a plantação de arroz".
Também presente à homenagem, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) destacou sua boa convivência com as Forças Armadas, na qualidade de presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Ele disse que, num país grande como o Brasil, a aviação sempre representou uma ferramenta de integração nacional e de defesa da soberania.
Para Heráclito, são histórias de sucesso aeronáutico no Brasil os remédios, as cartas e os alimentos entregues pelo CAN. Ele também destacou a contratação de pilotos brasileiros "a peso de ouro" por empresas aéreas da China, Cingapura e Emirados Árabes, além do avanço empresarial da Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. (Embraer), que "consegue se enraizar até nos Estados Unidos". Conforme destacou, o avião EMB 145 está sendo usado, atualmente, em 79 países.
Já o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) lembrou que o Brasil e o mundo viveram um momento fundamental, no dia 23 de outubro de 1906, com o vôo do 14-Bis, de Santos Dumont.
- Esse mineiro demonstrou que vale a pena sonhar - disse o senador.
Azeredo destacou, porém, que o futuro não se faz apenas com criatividade e sonho. Para ele, a ciência e a tecnologia são importantes quando se quer desenvolver a engenharia aeronáutica, o que é feito no Brasil pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e pelo Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA).
O parlamentar afirmou que, no desenvolvimento aeroespacial, os brasileiros têm sido pioneiros e têm demonstrado competência, tanto com a Embraer quanto com a Helicópteros do Brasil S.A (Helibrás). Ele alertou, porém, que, na indústria aeronáutica, "a atualização tecnológica precisa de verbas constantes para enfrentar desafios que são cotidianos".
A sessão solene foi encerrada com o Hino do Aviador, executado pela Banda Militar da Aeronáutica.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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