Azeredo pede que imprensa adote auto-regulamentação a respeito da violência

Da Redação | 21/10/2008, 18h37

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), ao comentar o recrudescimento da violência nas últimas semanas, com a greve da Polícia Civil de São Paulo, o seqüestro e morte da jovem Eloá Pimentel, em Santo André, e o assassinato do empresário Arthur Sendas, no Rio de Janeiro, sugeriu à imprensa que adote uma postura de auto-regulamentação, evitando a divulgação excessiva de casos de violência a exemplo do que já ocorre com os suicídios.

- Será que o noticiário exacerbado não faz com que mais crimes aconteçam? A divulgação a todo minuto não faz com que novos casos possam surgir? - questionou, em discurso nesta terça-feira (21).

O parlamentar frisou a necessidade e a importância de a imprensa ser livre, mas apontou o problema da divulgação ostensiva, "até com helicópteros", que influencia parte da população, pois os criminosos "aprendem no noticiário e fazem igual".

Entretanto, Azeredo destacou o papel positivo da imprensa ao divulgar a doação dos órgãos de Eloá, o que beneficiou várias pessoas. Essa exposição, segundo observou, faz com que aumente a conscientização da sociedade e, conseqüentemente, com que aumentem as doações e salvem-se mais vidas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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