Goellner diz que agronegócio poderá quebrar no próximo ano
Da Redação | 16/10/2008, 19h27
Ao citar análise feita por especialistas em economia sobre a crise financeira internacional, o senador Gilberto Goellner (DEM-MT) disse, nesta quinta-feira (16), que o agronegócio brasileiro poderá "quebrar" no próximo ano se não for subvencionado, pois os preços dos produtos estarão "achatados" e poderá haver desabastecimento. Ele assinalou que, no entanto, a crise poderá ser uma grande oportunidade para o Brasil se tornar um dos grandes fornecedores de alimentos para o mundo, ao lado da Argentina, do Canadá, dos Estados Unidos e da Austrália.
- O mundo todo foi pego com os estoques mínimos de alimentos muito baixos. Na verdade, o mundo tem alimentos para enfrentar uma crise de desabastecimento somente por 30 dias, o que é calamitoso - alertou.
Goellner disse que depois que todos os países e blocos econômicos adotarem as medidas saneadoras do sistema financeiro, ainda será necessário um período de 18 a 24 meses para que a produção agrícola volte a ter um fluxo normal de negócios. O senador acrescentou que os especialistas recomendam ao Brasil conter as ambições de investimentos, especialmente o privado; moderar o crescimento; e alongar o prazo de vencimento das dívidas.
O senador Casildo Maldaner (PMDB-SC) disse, em aparte, que os recursos liberados do depósito compulsório dos bancos devem ser aplicados na produção agrícola. O senador Neuto de Conto (PMDB-SC), por sua vez, observou que as autoridades brasileiras parecem não conhecer o setor agrícola. Ele lembrou a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando disse que a crise financeira internacional não atingiria o Brasil.
- Ele não conhece a área econômica, as cooperativas, os grandes complexos agroindustriais - lamentou.
Crimes eleitorais
Gilberto Goellner também falou sobre denúncias de ilicitudes que teriam sido cometidas nas eleições municipais em Cáceres, no Mato Grosso. Segundo ele, o Ministério Público Eleitoral pediu, por cinco vezes, a cassação do candidato à reeleição, Ricardo Henry (PP), por abuso de poder econômico e outras ilegalidades, como a compra de votos e a contratação de 684 pessoas pela Prefeitura, por meio de contratos temporários, em pleno período eleitoral.
A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) disse que as denúncias são concretas e que, se comprovadas, poderão comprometer as eleições em Cáceres. Já o senador Jayme Campos (DEM-MT) defendeu o financiamento público para campanhas eleitorais como forma de garantir a igualdade de condições. Ele disse que a Justiça Eleitoral tem que tomar providências e não pode se acomodar, pois as denúncias seriam robustas.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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