Para Paulo Lacerda, há confusão, e não contradição, sobre números de agentes da Abin na Operação Satiagraha

Da Redação | 17/09/2008, 11h45

Em resposta ao presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o diretor-geral afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda informou que a Operação Satiagraha pode ter tido a colaboração esporádica de mais de 50 agentes da Abin, mas apenas poucas pessoas teriam atuado de forma permanente na operação.

- Acho que não há contradição nos depoimentos dados sobre essa questão, mas apenas confusão. Pode ter havido a participação de 52 ou 56 pessoas de forma pontual, mas apenas algumas pessoas atuaram de forma permanente.

No momento, o ex-diretor do Departamento de Contra-Inteligência da Abin Paulo Maurício Fortunato Pinto esclarece a relação entre a Abin e o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha.

Reunião aberta

Ao abrir a reunião, Heráclito Fortes foi consultado pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) sobre a possibilidade de a reunião ser aberta. O encontro é destinado a ouvir, além de Paulo Lacerda, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix, o diretor-geral do Departamento de Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, e outros dirigentes de departamentos da Abin.

Após consultar os convidados, Heráclito informou que a reunião será inicialmente aberta, para tratar de esclarecimentos gerais sobre a realização da Operação Satiagraha, sendo posteriormente reservada, para consulta sobre investigações em curso a respeito de escutas ilegais.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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