América do Sul deve esquecer "síndromes russa e americana", sugere Zambiasi

Da Redação | 16/09/2008, 12h08

A América do Sul deve deixar de lado a "síndrome russa" e a "síndrome americana", recomendou nesta terça-feira (16) o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), após ouvir a exposição do ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao Parlamento do Mercosul. Em sua opinião, está na hora de o subcontinente perceber que pode promover o seu próprio desenvolvimento.

As duas síndromes citadas pelo senador referem-se aos acalorados debates ocorridos na região a respeito tanto da presença de navios de guerra russos na Venezuela, para exercícios conjuntos, como da recriação da Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos, cuja área de atuação é o Atlântico Sul.

Autor de proposta de declaração em favor da criação do Conselho de Defesa da América do Sul, sustentada por Jobim, o senador disse que o debate sobre o tema, no Parlamento do Mercosul, deve ter atraído a atenção em todo o mundo.

- Além das síndromes russa e americana, vivemos no passado uma síndrome Brasil-Argentina. A desconfiança recíproca que existia entre os dois países atrasou muito a integração sul-americana. Espero que logo tenhamos possibilidade de auxiliar o Uruguai e o Paraguai para que a integração tenha resultado efetivo junto à população e para que o cidadão não fique refém dessas guerras e síndromes e perceba que estamos nos desenvolvendo a partir de nossas próprias forças - afirmou Zambiasi.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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