Cristovam anuncia que PDT vai indicá-lo provisoriamente como candidato a presidente da República

Da Redação | 16/06/2008, 17h17

Em pronunciamento nesta segunda-feira (16), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) anunciou que o PDT deverá indicar seu nome para os institutos de pesquisa na condição provisória de candidato a presidente da República em 2010. Segundo ele, a iniciativa objetiva aferir o potencial eleitoral de um candidato do partido [no caso ele] e forçar o debate de propostas governamentais a partir do Senado Federal.

- Vou apresentar propostas a médio e longo prazo. Não podemos apenas aguardar candidatos de consenso. Consenso nesse caso não é democracia. Candidatos devem incomodar alguns grupos - disse, acrescentando que soube, pela imprensa, que o PSDB também pretende lançar previamente candidatos para forçar a discussão de projetos para o país.

Cristovam sustentou que, independentemente de cumprir seu papel de fiscalizador dos atos do governo e de casa legisladora, o Senado deveria transformar-se também num centro de discussões sobre propostas objetivas para o Brasil.

Entre os assuntos elencados por Cristovam consta a redução dos gastos públicos. No seu entendimento, o governo reluta em atacar esse problema, o que pode forçar os senadores candidatos a um pacto dos partidos em busca de soluções.

- Os gastos públicos também resultam em aumento da inflação. A inflação é um dos problemas que ameaçam o país, que já tem um histórico nesse sentido. Onde cortar gastos? - indagou, reiterando a necessidade do confronto de propostas no Senado.

No campo econômico, Cristovam ressaltou que o Brasil vive um momento de otimismo com a perspectiva da produção e exportação de etanol. Conforme sustentou, esta seria a nova fase do ouro do país.

- Esse assunto deveria ser amplamente discutido. Para onde irá o dinheiro do etanol? Já tivemos experiências históricas do desperdício de recursos na era do açúcar em Pernambuco, do ouro em Minas Gerais e do café em São Paulo, períodos nos quais o dinheiro que deveria ser investido aqui foi parar em mãos estrangeiras - disse o senador.

A propósito, sugeriu que os candidatos a presidente promovam a elaboração de leis proibindo a compra definitiva de terras por estrangeiros, permitindo somente as concessões por tempo determinado. Ele advertiu que grandes áreas apropriadas para a produção de alimentos e etanol, agora se transformaram em alvo da cobiça estrangeira.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

MAIS NOTÍCIAS SOBRE: