João Pedro: "A costa ocidental da África precisa da solidariedade internacional"

Da Redação | 26/05/2008, 17h46

Ao fazer um relato da visita oficial de dez dias de uma delegação de senadores a seis países da África Ocidental, encerrada no dia 20, o senador João Pedro (PT-AM) sustentou que a costa oeste africana "precisa urgentemente da solidariedade internacional", em especial dos Estados Unidos, da União Européia e do Brasil. Ele se disse impressionado com a pobreza em alguns países, mas registrou que há muito otimismo em alguns deles, especialmente Angola, por causa das descobertas de petróleo.

- É inadmissível, mas em Guiné-Bissau e em São Tomé e Príncipe não existe nenhum aparelho para fazer hemodiálise. Vou levar isso ao governo brasileiro, ao Ministério da Saúde. Esses países precisam de ajuda e eles olham para o Brasil com grande esperança - afirmou João Pedro.

Além de João Pedro, fizeram parte da comitiva os senadores Marconi Perillo (PSDB-GO), José Nery (PSOL-PA) e Heráclito Fortes (DEM-PI), este presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Eles visitaram Cabo Verde, Nigéria, Senegal, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Angola, onde mantiveram encontros com autoridades e parlamentares.

- Em todos os lugares, houve manifestação de carinho para com o Brasil - disse.

O senador informou que empresários brasileiros em Angola reivindicaram a instalação de pelo menos uma agência Banco do Brasil no país e que os dois governos negociem a diminuição da burocracia enfrentada para a realização de viagens entre os dois países.

João Pedro disse que se emocionou ao visitar a Ilha de Gorée, no Senegal, onde ficavam os negros capturados e que seriam embarcados como escravos para as Américas. Ele também registrou a visita que os senadores fizeram a Gana, em caráter não-oficial, onde conheceram a Casa do Brasil em Acra, onde estão guardadas fotografias de ex-escravos que voltaram para a África após a abolição da escravatura no Brasil.

Em aparte, o senador Heráclito Fortes disse que o governo brasileiro "quase se esqueceu da África" nas últimas décadas, depois de uma fase no governo Geisel em que foram estreitados os laços com vários países. Lembrou que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola, em 1975.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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