Diretor do Cebrapaz diz que paz está vinculada à soberania nacional e à autodeterminação dos povos

Da Redação | 27/03/2008, 13h02

"Na era da globalização, a paz está vinculada à soberania nacional e ao desenvolvimento e à autodeterminação dos povos". A afirmação foi feita nesta quinta-feira (27) pelo diretor do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) Rubens Diniz. Ele participou de audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) com o objetivo de discutir "a luta pela paz e defesa da soberania das nações".

Em sua exposição, Rubens Diniz afirmou que, hoje, a guerra só interessa às grandes potências como forma de manutenção do status quo perante as nações em desenvolvimento.

- Mas esse "hegemonismo" das grandes potências vem sendo cada vez mais contestado, como forma de manter-se no centro do poder e fazer saqueio dos recursos estratégicos e naturais dos países em desenvolvimento - afirmou Rubens Diniz

Em seu pronunciamento, lembrou ainda que somente o conflito no Iraque, que já dura cinco anos, já matou quatro mil soldados americanos e mais de um milhão de civis entre os habitantes daquela região.

- Isso é um genocídio - destacou o representante da Cebrapaz.

Colômbia

A respeito do conflito entre Colômbia e Equador - crise gerada após a morte de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pelo exército colombiano em solo equatoriano, no começo de março -, Rubens Diniz afirmou que é necessário haver uma solução política para a questão e sugeriu:

- A Cebrapaz acredita que esse conflito gerado no último mês impõe a necessidade urgente de que se constitua um conselho de defesa sul-americano, como defende o governo brasileiro, e que haja o fortalecimento do Mercosul, numa luta contra as agressões e as guerras - enfatizou Rubens Diniz.

Na opinião do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que presidiu a reunião, a busca pela paz é uma obrigação de todos.

- A paz no mundo depende de ações firmes e sóbrias de todos os governantes. É a busca da união dos povos, para que possamos ter a esperança realmente viva na busca pela paz - afirmou o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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