Delcídio comemora rearrumação da estrutura societária dos pólos petroquímicos
Da Redação | 06/12/2007, 18h59
O senador Delcídio Amaral (PT-MS), em discurso no Plenário, disse que está sendo delineado um "outro desenho empresarial na área petroquímica brasileira, em função dos movimentos da Petrobrás com a Suzano, dos movimentos da Unipar e dos movimentos da Braskem". Ele elogiou essas mudanças, dizendo que elas vão contribuir para que a indústria petroquímica se torne mais competitiva.
- Essa operação, que teve início alguns meses atrás, de rearrumação da estrutura societária dos pólos petroquímicos brasileiros, vai efetivamente conduzir a uma nova realidade no Brasil - avaliou.
Agora, o pólo do Sul e do Nordeste, explicou Delcídio, ficam com a Braskem, e o pólo do Sudeste, com a Unipar (União de Indústrias Petroquímicas) e a Petrobras. Um dos diretores da Petrobras na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Delcídio explicou que a estatal tinha papel secundário na participação de projetos nas centrais petroquímicas do país, já que o comando era fragmentado por empresas privadas, o que, em sua opinião, gerava problemas de gestão e deixava o setor "capenga".
Delcídio citou o modelo do pólo gás-químico do Rio de Janeiro como exemplo a ser seguido. A partir da mudança, ressaltou, ocorrerá a verticalização, a exemplo da Europa, onde companhias de petróleo também têm seu braço petroquímico. O próximo passo, avaliou o senador, será investir na produção da nafta - substância em que o Brasil ainda não é auto-suficiente - e na produção de polietileno e polipropileno, que representam as matérias-primas da indústria plástica (como pára-choques de automóveis, painéis, copos, mesas, cadeiras). Essa seria a segunda geração da produção, posterior à produção de eteno.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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