Perillo defende debate sobre descoberta de campo petrolífero

Da Redação | 22/11/2007, 18h25

Em pronunciamento nesta quinta-feira (22), o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) disse que apresentou três requerimentos convocando os ministros de Minas e Energia, Nelson Hubner, e do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, para prestar esclarecimentos ao Senado sobre a descoberta do campo petrolífero de Tupi, na Bacia de Santos.

- É inegável a importância da descoberta de Tupi. Entretanto, algumas dúvidas ainda permeiam esse acontecimento em relação à quantidade das reservas que serão transformadas, qual será o custo da extração, já que foi encontrada em profundidade que a Petrobras não atua, e quando começaria a produção de fato. O requerimento vai oferecer aos convidados a oportunidade de apresentarem seus esclarecimentos sobre a descoberta - disse.

Venezuela

Em seu discurso, Marconi Perillo lamentou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha defendido o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por ter afirmado recentemente que existe plena liberdade democrática na Vezenuela.

Em aparte, o senador Gerson Camata (PMDB-ES) tornou a sugerir que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) suspenda a análise da proposta que prevê a entrada daquele país no Mercosul, que voltaria a ser apreciada conforme o desenrolar dos acontecimentos políticos na Venezuela. A proposta já foi aprovada pela Câmara.

A sugestão recebeu o apoio de Marconi Perillo que, ao observar a presença do presidente da CCJ, o senador Marco Maciel (DEM-PE), em Plenário, fez um apelo ao parlamentar nesse sentido.

- Está em suas mãos o processo de ingresso. Mande de volta à Câmara. Será uma resposta que essa Casa de leis dará ao ditador - disse Marconi Perillo, dirigindo-se a Marco Maciel.

O pedido desagradou ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que classificou a proposta de antidemocrática e contrária ao Regimento Interno do Senado. Em resposta, Marconi Perillo disse que a entrada da Venezuela no Mercosul rompe com a cláusula democrática do protocolo de criação do bloco comercial.

Ipea

Antes de encerrarseu pronunciamento, Marconi Perillo também criticou a saída de quatro pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que teriam sido afastados da instituição por determinação do novo presidente do órgão, Márcio Pochmann, de acordo com a imprensa. Na avaliação do senador, "o governo Lula não lida bem, nem nunca lidou, com a oposição ou com o confronto de idéias".

- Nesse caso específico, agiu da mesma forma que Chávez, ou seja, não renovou os contratos de cessão dos economistas Fábio Giambiagi e Otávio Tourinho, do BNDES, da mesma forma que o presidente venezuelano não renovou os contratos de concessão de rede de TV. Os outros dois afastados, Gervásio Castro de Rezende e Régis Bonelli, são aposentados e, apesar de continuarem a prestar valorosos serviços à instituição, foram convidados a se retirar por discordarem da atual gestão do Ipea - disse Perillo.

Em aparte, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) esclareceu que Pochmann agiu de acordo com "os ditames duros, mas definitivos, dos serviços públicos".

- Segundo parecer da procuradoria, os dois aposentados não podiam continuar ali. Ele [Pochmann] está tentando fazer agora um novo arranjo para abrigá-los. Quanto aos outros dois do BNDES, o convênio venceu. Se o BNDES quiser renová-lo, poderá reencaminhá-los e serão aceitos - explicou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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