Mário Couto não vê motivos para comemorações por parte do governo
Da Redação | 20/11/2007, 17h05
As recentes comemorações festivas do governo em torno do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da descoberta de uma gigantesca reserva de petróleo na Bacia de Santos, são imotivadas na opinião do senador Mário Couto (PSDB-PA), que classificou como pífio o desempenho do PIB e lembrou que a descoberta da nova reserva petrolífera já havia sido anunciada há dois anos sem nenhuma festa.
Mário Couto assinalou que no primeiro anúncio feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento do PIB em 2006 foi de 2,9%. De acordo com o senador, insatisfeito com as críticas decorrentes, especialmente as feitas por parlamentares da oposição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou que o IBGE aumentasse o índice, que então passou para 3,7% e foi festejado pelo governo.
- Quem entra no hospital público sai pior do que entrou. Brasileiras e brasileiros morrem nas filas. Na educação, alunos não tem sequer cadeiras para sentar. A violência se alastrou de tal maneira que não se pode mais conter. No Pará, a violência está incontrolável. Os políticos estão desacreditados e o Congresso Nacional desmoralizado porque o rei faz o que quer. Olha o que fizeram na CPI do Apagão Aéreo e com a CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira]. As estradas abandonadas, a corrupção cometida pelo PT. Há o que se comemorar neste país? - indagou.
Mário Couto disse ainda que o governo gasta mal e deu como exemplo os gastos do gabinete da Presidência da República com cartões de crédito corporativos. Segundo ele, em 2005, o gabinete de Lula gastou R$ 223 milhões e em 2006 o gasto saltou para R$ 350 milhões. Os gastos anuais do Palácio da Alvorada totalizam R$ 140 milhões,e o presidente Lula ainda conta com o auxílio de 48 mordomos. A primeira dama, Marisa Letícia, gastou em 2004 R$ 441 mil com seu cartão corporativo.
Mário Couto assinalou que esses gastos com cartões corporativos são inalcançáveis por qualquer órgão de fiscalização e pelo Poder Legislativo, pois estão classificados como "segredo de Estado", apesar de 90% deles terem sido registrados como retirada em dinheiro vivo.
- Para que ele [Lula] quer a CPMF? - perguntou.
O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse, em aparte, que a situação da violência no Pará atingiu limites absurdos, como a prisão por furto de uma jovem de 15 anos. Ela ficou um mês numa cela com mais de 20 homens.
- O resto não precisa falar - lamentou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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