Azeredo alerta para os perigos da hepatite e a inoperância do Ministério da Saúde
Da Redação | 31/10/2007, 20h46
Citando um artigo escrito pelo médico João Galizzi Filho, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) alertou para os perigos das hepatites B e C no país, que foram debatidos no 19º Congresso Brasileiro de Hepatologia, realizado em Ouro Preto. O senador disse que um estudo de base populacional desses tipos das hepatites virais A, B e C nas capitais brasileiras, revelou que no Brasil há cerca de dois milhões de pessoas com hepatite B crônica e 30% delas (600 mil) evoluirão ou já têm cirrose hepática.
- Há duas décadas existe vacina altamente eficaz, disponível na rede pública para pessoas até 19 anos de idade. As com idade superior devem comprá-la. Há programas de vacinação em andamento, mas insuficientes. A divulgação é precária. Divulgando pouco, diagnostica-se menos e gasta-se menos ainda com o tratamento - assinalou.
Azeredo disse também que o protocolo do Ministério da Saúde para tratamento de hepatite B está desatualizado e não contempla os medicamentos mais eficazes. Ele observou que mais de 2,5 milhões de brasileiros estão infectados com a hepatite C e esses números podem duplicar até 2020. O senador disse que embora 56% dos pacientes possam ser curados com medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o número de pessoas tratadas está muito aquém do necessário.
- É necessário avançar um pouco mais além do que o governo está anunciando nas negociações em torno da prorrogação da CPMF. A proposta do governo ainda é insuficiente - afirmou.
O senador Augusto Botelho (PT-RR) explicou, em aparte, que os instrumentos utilizados por manicures são vetores de hepatite B e C. Ele sugeriu que as usuárias desse serviço utilizem seu próprios instrumentos, pois os processos comuns de esterilização não matam o vírus das hepatites B e C.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE: