Lúcia Vânia não aceita prorrogação da CPMF sem redução dos gastos governamentais
Da Redação | 18/10/2007, 17h25
Prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) sem reduzir os gastos do governo Lula é inaceitável, afirmou nesta quinta-feira (18) a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), observando que além de injusto o imposto é contraproducente, pois atinge todas as etapas da produção de um mesmo bem.
A senadora lembrou que, segundo previsões do próprio Ministério do Planejamento, a máquina estatal, que há quatro anos consumia 15,7% do Produto Interno Bruto, consumirá este ano nada menos que 18,6% do PIB. Ela observou que esse cálculo parte da premissa de que o PIB crescerá 4,7% este ano.
- Em números, isso significa que os gastos estatais, que em 2003 eram de R$ 396 bilhões, devem chegar no final deste ano a R$ 468 bilhões, o que representa acréscimo nominal de R$ 72 bilhões ou duas receitas integrais anuais da CPMF. Nesse ritmo, não bastará perpetuar essa contribuição. Será preciso criar novos dízimos, para que a sociedade possa cobrir os gastos impostos pelo governo - advertiu.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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