Suplicy sugere reflexão dos senadores sobre fisiologismo no Congresso
Da Redação | 01/10/2007, 21h26
Além de sugerir aos senadores que reflitam sobre episódios recentes na Casa e declarações de parlamentares sobre eventual troca de favores por apoio a projetos de interesse do governo, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) acredita que o Senado só irá se fortalecer perante a sociedade se os senadores combaterem o fisiologismo e votarem de acordo com o interesse público. Segundo advertiu, o Senado não pode se tornar uma instituição onde os votos de cada senador estejam vinculados ao atendimento de favores ou a interesses pessoais.
- É necessário resgatarmos a dignidade do Senado Federal. É fundamental que digamos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que cada senador está tomando decisões sobre como votar não porque o governo designou qualquer nome de sua indicação para a administração pública ou porque foram liberados recursos para tal ou qual emenda apresentada, mas, sim, em função do que é o melhor para o povo e para o Brasil - afirmou.
A reflexão sugerida por Suplicy foi suscitada, em parte, por declarações do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) ao jornal Folha de S. Paulo, publicadas na edição de sábado (29). Ao comentar a participação de 12 senadores governistas, ele incluído, na rejeição da medida provisória que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, Wellington Salgado teria justificado o ato como uma mostra da insatisfação dos senadores do PMDB, que esperariam do governo Lula apenas "um chinelinho novo" para os "franciscanos" do partido recuperarem o prestígio em seus estados.
Em aparte, o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp, defendeu a fidelidade partidária como forma de impedir a troca de favores entre parlamentares e governo. Quanto às declarações de Wellington Salgado, considerou que, ao usar o termo "franciscanos", o parlamentar queria se referir à disponibilidade do PMDB para auxiliar o presidente Lula na tarefa de governar o país.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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