Palestrantes explicam funcionamento do Telecentro Acessível em Brasília
Da Redação | 23/05/2007, 17h49
Localizado na cidade-satélite de Taguatinga, o Telecentro Acessível (TCA) atendeu a mais de 12 mil pessoas desde a sua inauguração, em 22 de maio de 2006. Sua principal função é proporcionar o acesso à Internet para pessoas portadoras de deficiência, facilitando o acesso à informação por esse indivíduo.
Segundo Eneida Benevides, arquiteta envolvida na construção do centro, a principal preocupação era encontrar um local de fácil acesso aos portadores de deficiência, motivo pelo qual Taguatinga, maior região administrativa do Distrito Federal, foi escolhida. Além disso, outras preocupações de ordem logística tiveram que ser respeitadas. As ruas que dão acesso ao Telecentro tiveram que ter seus pavimentos reconstruídos, de modo a facilitar a locomoção da pessoa portadora de deficiência.
Eneida ainda apontou as preocupações que têm que ser levadas em conta nesse tipo de projeto. Para pessoas com deficiência visual, a iluminação precisa ser forte, e a sinalização bem clara. Cadeirantes precisam de um espaço amplo, que não restrinja a movimentação, e sem desníveis.
- O mais importante é ter flexibilidade, levar em conta as dificuldades e limitações de cada pessoa. Não se trata só de seguir normas técnicas, você tem que saber trabalhar com cada caso - diz a arquiteta.
A professora especializada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) Sandra Patrícia aponta que muitas melhorias ainda têm que ser feitas, principalmente no tocante ao atendimento aos surdos.
- Ainda precisamos de mais monitores fluentes em Libras, que possam atender à pessoa portadora de deficiência auditiva - diz Sandra, que ainda aponta para o descaso de alguns setores da sociedade - como as companhias aéreas - no atendimento ao surdo e deficiente auditivo.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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