Gilvam volta a defender projeto que acaba com o exame da Ordem dos Advogados

Da Redação | 16/05/2007, 17h26

Classificando o exame de ordem da Ordem dos Advogados do Brasil para bacharéis em direito como "injustiça", "cerceamento de direitos" e "excrescência", o senador Gilvam Borges (PMDB-AP) voltou a defender nesta quarta-feira (16) o fim da avaliação. Ele lembrou que já apresentou projeto de lei (PLS 186) que acaba com o exame de ordem.

- Estou convencido de que o exame de ordem é uma excrescência que precisa ser abolida do ordenamento jurídico deste país - afirmou.

Gilvam criticou a obrigatoriedade do exame para um recém-formado que já freqüentou os bancos escolares por 20 anos e perguntou por que os médicos e outros profissionais não precisam fazer prova semelhante.

- Salvar vidas, por acaso, é menos importante do que promover a justiça? Responderão alguns mais afoitos: isso é porque o ensino brasileiro tem qualidade duvidosa. Aceito a premissa, mas não posso concordar com a solução. Submeter-se a uma prova depois de estar formado não promove a melhoria no sistema de ensino. Nem prova se o bacharel está apto ao exercício da profissão. Ou seja, a prova não prova nada - afirmou.

O senador disse ainda que os cursos preparatórios apenas para a primeira fase do exame de ordem da OAB cobram R$ 2.900 à vista e a grande maioria tem como professores muitos conselheiros da própria OAB. Além disso, acentuou, o bacharel ainda precisará arcar com o custo de R$ 120, referente à taxa cobrada pela OAB.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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