Quintanilha comemora fato de primeiro comunista assumir a Presidência da República no Brasil
Da Redação | 13/11/2006, 20h03
O senador Leomar Quintanilha (PCdoB-TO) festejou nesta segunda-feira (13), em Plenário, o fato de o colega de legenda Aldo Rebelo (SP), presidente da Câmara dos Deputados, estar exercendo interinamente a Presidência da República desde a tarde de domingo (12) em virtude de viagem à Venezuela do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de licença médica do vice-presidente José Alencar.
Quintanilha comemorou o acontecimento e disse que Aldo é o primeiro comunista a chefiar o Poder Executivo na história do Brasil e da América do Sul. O presidente Lula deve reassumir o cargo no final da noite desta segunda (13). Celebrando o fato, o senador disse que a presidência interina de Aldo acontece em um momento de normalidade na convivência democrática brasileira.
- A presença de Aldo Rebelo na Presidência da República é resultado da contribuição que o PCdoB, em 84 anos de militância, deu para garantir aos brasileiros um país soberano, democrático e socialmente justo - afirmou.
Da tribuna, Quintanilha aproveitou para recriminar a chamada cláusula de barreira, que restringe a atuação dos partidos políticos que não obtiveram pelo menos 5% de votos para deputado federal nas eleições deste ano. Na interpretação do senador, a cláusula é "uma lei inconsistente, que não representa a vontade do povo".
Fundado em 1922, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) disputou nas eleições de outubro, informou Quintanilha, o governo no estado do Tocantins e teve candidaturas a vice-governador no Rio Grande do Sul e São Paulo. A legenda, continuou o senador, alcançou 1,98 milhão de votos para a Câmara dos Deputados e 6,4 milhões para o Senado Federal. Além disso, o partido elegeu o vice-governador do Piauí (Osmar Júnior) e o senador cearense Inácio Arruda (atualmente deputado federal). O PCdoB, acrescentou Quintanilha, terá uma bancada de 13 deputados federais na próxima legislatura.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE: