Ana Júlia aponta dados otimistas e diz que governo Lula reduziu pobreza e concentração de renda no país
Da Redação | 24/03/2006, 13h28
A senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA) fez, nesta sexta-feira (24), em Plenário, um longo balanço dos bons resultados alcançados pelo governo, destacando a redução do número de famílias que viviam abaixo da linha da pobreza, a criação de postos de trabalho e a diminuição da concentração de renda no Brasil.
Segundo Ana Júlia, o Brasil era vice-líder mundial na concentração de renda e agora aparece em décimo lugar, sendo essa a melhor classificação do país em duas décadas e meia. A senadora citou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) - feita em dez capitais - e do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese) - feita em 13 capitais -, que constataram redução da pobreza, sendo que a taxa mais expressiva dessa retração ocorreu em Belém, de 8,33%. Ela destacou que essa queda do índice de pobreza na capital paraense também ocorreu durante a administração do PT, período em que foi vice-prefeita.
Para a senadora, a redução do índice de pobreza e a diminuição da concentração de renda no país devem-se, principalmente, aos programas sociais e ao aumento do salário mínimo. Entre os programas sociais, ela destaca o Bolsa Família. Quanto ao salário mínimo, Ana Júlia disse que o país terá o maior valor real em mais de duas décadas: de R$ 350. Esse valor, acrescentou, é o que tem melhor poder de compra nos últimos 27 anos, levando-se em conta o valor da cesta básica. O atual valor do mínimo é de R$ 300 e o projeto de lei que eleva o piso para R$ 350 a partir de 1º de abril deverá ser votado pela Câmara na próxima semana.
Além de beneficiar as classes menos favorecidas, o governo também propiciou melhorias para a classe média, segundo Ana Júlia, por meio da correção de 8% na tabela para calcular o imposto de renda (IR) das pessoas físicas, e também da concessão da dedução no IR da parcela de contribuição previdenciária dos empregados domésticos com remuneração de um salário mínimo paga pelos empregadores (12%).
Sobre negociações salariais, a senadora disse que, em 2005, os salários tiveram os melhores reajustes registrados nos últimos dez anos - 89% superiores à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Observou que as melhorias alcançaram tanto trabalhadores públicos como privados e que não houve perda salarial. Disse ainda que foram criados 2,7 milhões de postos de trabalho e que há expectativa de crescimento econômico.
Em aparte, o senador Mão Santa (PMDB-PI) disse que é um ledo engano achar que houve tais melhorias no atual governo.
- Ando ouvindo o povo na rua. Vejo que os pobres estão mais pobres e as dificuldades estão maiores. Nós é que estamos aqui encantados nesse tapete azul. Não vejo essa diminuição da pobreza, vejo a desigualdade aumentando. Quem ganhou dinheiro foram os banqueiros - afirmou o senador, dizendo também que houve uma diminuição dos recursos governamentais para estados e municípios.
Em resposta, Ana Júlia disse que foi no governo de Fernando Henrique Cardoso que esses recursos diminuíram, argumentando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou recursos para estados e prefeituras.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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