Fruet admite possibilidade de relatório sobre fontes financeiras não ser votado

Da Redação | 30/11/2005, 00h00

O sub-relator de Fontes Financeiras da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), em rápida entrevista na manhã desta quarta-feira (30), admitiu a possibilidade de o relatório elaborado por ele não ser votado pela comissão. Se isso acontecer, segundo ele, as informações ali contidas deverão ser incluídas no relatório geral da CPI dos Correios, que está sendo preparado pelo deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR).

Fruet não descartou, no entanto, as alternativas de acrescentar um capítulo a seu relatório, com as informações fornecidas à CPI em depoimentos de tesoureiros de campanhas eleitorais, ou mesmo de votar o texto como está. A votação do sub-relatório está mantida para esta quinta-feira (1) e o relator da CPI, Osmar Serraglio (PMDB-PR) já prometeu apresentar outro relatório parcial no próximo mês.

O texto original de Fruet tratava dos empréstimos entre o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, o Partido dos Trabalhadores e o ex-tesoureiro da legenda Delúbio Soares. Parlamentares da base governista exigiram que os dados sobre a utilização de caixa dois na campanha do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) em 1998 também sejam incluídos. A confissão sobre a utilização de recursos não declarados foi feita pelo ex-tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão. Por causa do impasse, o documento não foi votado até agora.

Caso a idéia do capítulo extra com as informações sobre o uso de caixa dois vingue - as opções ainda estão sendo discutidas - Fruet informou que incluirá informações colhidas em depoimentos de outros tesoureiros, como o do PL, Jacinto Lamas, além de declarações de Delúbio e Mourão.

- Serão só citações para mostrar o que está sendo investigado pela CPI - explicou Gustavo Fruet.

O deputado deve pedir o indiciamento de Delúbio, Valério e de seu contador, Marco Prata.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)