Sarney agradece apoio de FHC no caso do Convento das Mercês
Da Redação | 28/11/2005, 00h00
O senador José Sarney (PMDB-AP) agradeceu nesta segunda-feira (28) o apoio que recebeu do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que o elogiou, em entrevista, pela criação de um memorial em que são preservados os documentos que Sarney produziu durante sua gestão como presidente da República (1985-1990). A Fundação da Memória Republicana José Sarney tem sede no Convento das Mercês, em São Luís (MA) e pode ser despejada por iniciativa do governo do estado.
- O comportamento de Fernando Henrique Cardoso é mais do que uma demonstração de magnanimidade. É um exemplo de civilidade e cordialidade política - afirmou Sarney, lembrando que FHC é seu adversário político.
Fernando Henrique Cardoso disse que José Sarney pode ter sido o primeiro ex-presidente brasileiro a preocupar-se com a preservação da memória de seu governo. Para ele, a documentação coletada pelo ex-presidente maranhense permitirá estudos mais aprofundados do período histórico a que se refere. As bibliotecas presidenciais, disse ele, devem ser aplaudidas e mantidas.
Vários senadores se solidarizaram com José Sarney. Ramez Tebet (PMDB-MS) opinou que a Fundação da Memória Republicana em São Luís não pertence a Sarney ou ao Maranhão, mas a todo o Brasil. Mão Santa (PMDB-PI) disse que, devido à tradição de preservar a cultura, a capital maranhense é conhecida como "a Atenas brasileira".
Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a biblioteca da Fundação reflete a caminhada de Sarney. Cristovam Buarque (PDT-DF) sugeriu que a preservação dos documentos presidenciais fosse obrigatória. Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) classificou a intenção de despejar a Fundação da Memória Republicana do Convento das Mercês como um atentado à cultura. Ney Suassuna (PMDB-PB) lamentou que em alguns lugares impere "a política do ódio, que cega e anula as vocações do Estado".
Tião Viana (PT-AC) elogiou o senador José Sarney, chamando-o de grande político e grande gestor. Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) desejou que todos os homens públicos tivessem o cuidado que o senador teve ao salvaguardar a memória de seu governo. Valdir Raupp (PMDB-RO) afirmou que Sarney não é um ex-presidente comum, por ter comandado "uma transição serena e democrática" após o fim da ditadura militar. Íris de Araújo (PMDB-GO), que presidia a Mesa no momento em que Sarney se pronunciou, também se solidarizou com o ex-presidente.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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