Para Cristovam, recuperar a credibilidade da classe política é essencial para o Brasil

Da Redação | 28/11/2005, 00h00

Em discurso nesta segunda-feira (28), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou que o Brasil precisa recuperar a força de sua nacionalidadee reverter as desigualdades sociais, enquanto a classe política deve recuperar sua credibilidade para construir um projeto de futuro. O senador fez referência a artigo de Fábio Konder Comparato, publicado no jornal Folha de S. Paulo, no último domingo (27), em que o professor acusa a classe política pelo fato de o Brasil não estar "caminhando para o futuro", por falta de um projeto alternativo.

Segundo Cristovam, embora o país tenha conseguido instaurar a democracia e a estabilidade da moeda, o egoísmo torna difícil a concretização de composições políticas com vistas ao combate à pobreza. A classe política, acredita o senador, tornou-se um "grupo corporativizado", preocupado em manter direitos e privilégios, sem uma visão nacional. Para ele, é fundamental recuperar a credibilidade dos políticos.

-Sem credibilidade, não se consegue construir um projeto de país - ressaltou o parlamentar pedetista.

Cristóvam afirmou ser preciso também retomar a força da nacionalidade brasileira, pois, segundo ele, o país está fragilizado culturalmente e em seus sistemas financeiro e militar, além de sofrer ameaças como a depredação ambiental e as guerrilhas urbanas. Criticou ainda a comemoração, por alguns, da autonomia do país em relação ao petróleo, dizendo que, em 17 anos, esse terá acabado.

O projeto nacional depende ainda, na visão de Cristovam, da reversão das desigualdades sociais. O parlamentar elogiou a continuidade de Lula ao programa Bolsa Escola, criado no governo Fernando Henrique. Criticou o Congresso Nacional por não ter realizado debates mais produtivos para a construção do futuro e a formulação de políticas de longo prazo.

O senador Tião Viana (PT-AC), em aparte, solidarizou-se a Cristovam e protestou contra a incapacidade do Legislativo de aprovar a reforma política. Cristovam, então, sugeriu a ele que, como membro da Mesa, assumisse a liderança de um movimento nacional pela harmonia entre os três Poderes.

Já o senador Mão Santa (PMDB-PI) disse que via no colega "um grande comandante da educação" e pai do programa Bolsa Escola, "um dos melhores programas educacionais do Brasil e do mundo."

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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