Cristovam lamenta violência contra as mulheres
Da Redação | 25/11/2005, 00h00
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou nesta sexta-feira (25), quando se comemora o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, que o Brasil deve refletir sobre as agressões cometidas diariamente contra o sexo feminino.
- É preciso dar um basta nessa situação. Além da violência física, psicológica e sexual, há a violência social e econômica contra as mulheres, que se reflete na desigualdade dos salários. As taxas de emprego são menores entre as mulheres, mesmo quando elas desenvolvem as mesmas funções dos homens - ressaltou Cristovam.
Na avaliação do senador, o sofrimento decorrente da desigualdade social e da pobreza afeta sobretudo as mulheres que, na maioria das vezes, acumulam as funções de trabalhadoras e donas-de-casa.
- Ninguém sofre mais com a pobreza e a falta de atendimento médico do que as mulheres. Os homens sofrem também, mas quando a criança está sem escola quem mais sofre é a mãe, que está mais diretamente envolvida com a educação da criança - afirmou.
Cristovam lembrou que, quando exerceu o mandato de governador do Distrito Federal, entre os anos de 1994 e 1998, implementou alguns programas sociais que beneficiaram as mulheres da região, entre eles o Bolsa-Escola e o Saúde em Casa.
- Esses programas foram requisitados pelas mulheres do Distrito Federal. O Bolsa-Escola iniciou a idéia de que a transferência de renda no Brasil tem de ser feita do Estado para a mão das mulheres - disse Cristovam.
As mulheres, disse o senador pelo PDT, também ficam prejudicadas com a realização das greves de professores, pois as crianças são obrigadas a permanecer em casa, na maioria das vezes "trancadas" ou em companhia de pessoas "despreparadas". Segundo o parlamentar, o país poderia estar bem administrado se dispusesse de mais mulheres em postos de comando.
- As mulheres não têm o mesmo poder dos homens e isso se reflete no Congresso. A sensibilidade das mulheres faz falta ao país. Se governássemos com a sensibilidade feminina, o Brasil teria a solução dos problemas sociais de forma mais rápida. A urgência de encontrar soluções é uma característica mais feminina do que masculina - avaliou.
Ao final de seu pronunciamento, o senador falou sobre a crise política atual e lembrou que existe "falta de harmonia" na relação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
- O Legislativo hoje tem sido o mais sacrificado nessa relação. Recebemos medidas provisórias que são enfiadas goela abaixo dos parlamentares, as quais são aprovadas com mínimas mudanças. Precisamos mudar essa forma autoritária e ditatorial de legislar - enfatizou Cristovam.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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