Sarney: Arinos foi grande humanista e intelectual
Da Redação | 23/11/2005, 00h00
Grande humanista e intelectual, autor de 120 obras nos mais diversos campos do conhecimento, Afonso Arinos de Melo Franco foi um dos maiores homens da História do país. Assim o senador José Sarney (PMDB-AP) referiu-se ao homenageado na sessão especial desta quarta-feira (23). Ele disse que Arinos "engrandeceu o Parlamento" e foi o nome mais ilustre da galeria de grande homens que já passaram pelo Senado.
- Entre todos, devo dizer que o mais completo, o que tinha maior solidez, porque dominava todos os campos de conhecimento, nenhum pode ser maior do que Afonso Arinos de Melo Franco - salientou.
Sarney lembrou que o homenageado considerava sua mais importante realização a proposta que apresentou para coibir a discriminação racial, a primeira iniciativa desse tipo no mundo, transformada em 1951 na Lei Afonso Arinos. Conforme o senador - com a observação de que o próprio Arinos gostava de sugerir a idéia - o homenageado tornou-se referência na questão da igualdade racial como Joaquim Nabuco se transformara em relação à defesa da abolição.
Na visão de Sarney, o homenageado deixou marcas de seu pensamento no breve período em que esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores, no governo Jânio Quadros. O país, conforme o senador, empreendeu então uma política externa independente, eqüidistante dos dois pólos ideológicos que se confrontavam e dividiam o mundo. O Brasil se aproximou de Cuba, União Soviética, China e do continente africano.
Gorette Brandão /Agência Senado
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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