Aelton registra crescimento recorde de Minas e sugere caminhos para o Brasil crescer

Da Redação | 17/11/2005, 00h00

O senador Aelton Freitas (PL-MG) registrou em Plenário resultado de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo a qual o estado de Minas Gerais vem tendo um crescimento econômico bastante superior à media nacional, enquanto os números nacionais revelam um "preocupante cenário de desaceleração". Aelton informou que, em setembro, a produção mineira cresceu 4,8%, maior índice da indústria nacional e 26º resultado positivo consecutivo, enquanto, no mesmo período, a média nacional ficou em meros 0,2%.

Para que Minas chegasse a esse resultado, ressaltou o senador, o governo estadual adotou medidas como a redução de carga tributária, especialmente em setores voltados para consumo de massa, e a eliminação do déficit fiscal, queforam decisivas para que produção industrial retomasse um crescimento acelerado. O senador também citou medidas de incentivo à agropecuária, que melhoraram a receita estadual, e o processo de redução das desigualdades regionais, com as regiões mais pobres entrando em um ciclo crescente de desenvolvimento.

O crescimento de Minas, disse Aelton Freitas, serve como exemplo para o Brasil, embora os desafios que envolvem o crescimento econômico sustentado de um país com dimensões continentais sejam muito maiores. Para que o Brasil possa melhorar seus indicadores, frisou o senador, o governo federal precisa adotar medidas urgentes para reduzir a taxa de juros e, dessa forma, obter um crescimento econômico "mais vigoroso", com maior geração de empregos, sem se preocupar somente com o combate à inflação. É preciso também, afirmou, reduzir a carga tributária, que desestimula os empreendedores. O senador acrescentou, ainda, que o desenvolvimento sustentado deve ser perseguido levando-se em conta as questões sociais.

Aelton convocou os parlamentares a somarem esforços para a superação da crise política, pois acredita que a turbulência provocada por ela reflete negativamente sobre a economia.

Cristina Vidigal/Agência Senado

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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