Vítimas da talidomida querem mudar legislação para alertar sobre riscos da ingestão da droga

Da Redação | 09/11/2005, 00h00

O 1º vice-presidente do Senado,Tião Viana (PT-AC), recebeu nesta quarta-feira (9) representantes de associações internacionais de portadores da síndrome da talidomida, que defenderam o aperfeiçoamento da legislação para que as bulas dos remédios e as campanhas informativas do governo esclareçam a população sobre os riscos da ingestão do medicamento.

Com a finalidade de prevenir vítimas da talidomida, Tião Viana considera que campanhas realizadas em nível nacional devem informar a população sobre os efeitos colaterais do remédio. Essa substância, atualmente usada no tratamento de hanseníase, aids, alguns tipos de câncer e outras doenças, pode causar má-formação em fetos quando utilizada por mulheres durante a gravidez.

- O trabalho que as pessoas vítimas da talidomida tem desenvolvido no Brasil é merecedor de respeito histórico e de reconhecimento por ser uma das mais exemplares lutas a favor dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana. A prevenção está nas mãos do poder público, da sociedade civil, dos meios de comunicação e do Poder Legislativo, na regularização da matéria - observou Tião Viana.

A presidente da Associação Brasileira de Portadores da Síndrome da Talidomida (ABPST), Claudia Maximino, ressaltou que a entidade não é contra o uso da talidomida, mas considera importante que as pessoas que precisam do remédio conheçam os possíveis efeitos danosos. Claudia, que é uma das vítimas dos efeitos da droga, informou ainda que a síndrome atinge aproximadamente 15 mil pessoas em todo o mundo.

- O mundo está preocupado, enquanto o Brasil ainda não. Eu gostaria que o país revisse a questão de direitos humanos porque o mundo inteiro reconhece e indeniza essas pessoas e o Brasil é o único país em que a pessoa tem que recorrer à Justiça para conquistar seus direitos - disse Claudia.

(Iara Borges)

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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