Mercadante ressalta pontos positivos da entrevista de Lula

Da Redação | 08/11/2005, 00h00

O líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu nesta terça-feira (8) as afirmações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na entrevista concedida no dia anterior ao programa Roda Viva, da TV Cultura. A entrevista foi duramente criticada em Plenário por parlamentares da oposição.

Mercadante destacou o fato, enfatizado por Lula na entrevista, de que o país vive, como em poucas vezes em sua história, um clima de liberdade, de apuração e investigações, mantendo a rotina nacional mesmo com várias comissões parlamentares de inquérito em funcionamento. Lembrou que Lula cobrou da oposição a mesma coragem, que tem tido nas acusações, para inocentar os acusados injustamente.

Mercadante salientou a menção de Lula à experiência da Itália que, embora dolorosa, teria ajudado a aprimorar a democracia, criando novos mecanismos de controle. Para o parlamentar, as investigações no Brasil contribuirão para o aprimoramento do estado.

O senador enumerou os avanços econômicos do governo Lula e ressaltou que, nos momentos mais difíceis da crise, este não recorreu ao populismo econômico. Entre as melhorias, citou o crescimento do volume de exportações, o superávit comercial, "a menor taxa de inflação da história do pós-guerra" e a geração de 3,5 milhões de novos empregos.

O parlamentar pediu que as investigações preservem a estabilidade econômica e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que não teria, até o momento, nenhuma denúncia relativa a sua gestão. A melhora da economia, na opinião do senador, é o principal motivo para Palocci estar sendo atacado sistematicamente.

Mercadante afirmou que o momento vivido pela democracia brasileira permitiu a livre escolha dos temas e perguntas ao presidente, que respondeu a tudo "com transparência, firmeza e sinceridade" Esta última característica de sua personalidade é, na opinião do senador, a marca de sua trajetória política.

O líder do governo também destacou a defesa, feita por Lula, da necessidade da reforma política. O senador do PT lamentou que o Congresso Nacional não a tenha votado e defendeu maior transparência no processo eleitoral e o avanço na discussão do financiamento público de campanhas, que chamou de "grande questão democrática", mal resolvida no Brasil e nas principais democracias do mundo.

Para Mercadante, Lula falou "de forma transparente" sobre o Partido dos Trabalhadores. Lembrou que o presidente foi um dos fundadores do partido e que os valores construídos ao longo de sua história, como ética e participação democrática, teriam sido arranhados pela irresponsabilidade de alguns dirigentes, comprometendo a participação relevante do PT na política nacional.

(Cristina Vidigal)

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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