Fruet diz que relatório sobre movimentações financeiras não será bombástico
Da Redação | 08/11/2005, 00h00
O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR) acredita que "não se deve esperar nada bombástico" no relatório que ele irá apresentar nesta quinta-feira (10). O deputado é responsável pela sub-relatoria de movimentação financeira da CPI dos Correios - que visa, entre outros objetivos, identificar as fontes dos recursos utilizados pelo "valerioduto".
- Ainda não posso adiantar nada quanto ao mérito - disse Fruet nesta terça-feira (8), acrescentando que "esse será o primeiro de uma série de relatórios".
O parlamentar destacou que a sub-relatoria pretende mostrar, com os relatórios, os dados contábeis apresentados por Marcos Valério Fernandes de Souza (acusado de ser um dos principais operadores do esquema do "mensalão") e compará-los com as movimentações financeiras investigadas.
Opportunity
Fruet confirmou que deverá solicitar o acesso ao disco rígido de computador contendo dados do Banco Opportunity. O disco foi apreendido pela Polícia Federal durante a "Operação Chacal", que investiga operações de espionagem que teriam sido realizadas sob as ordens de Daniel Dantas, controlador do banco.
- Ainda não estou trabalhando nesse ponto, mas, sem dúvida, vamos pedir o acesso, já que isso pode ajudar nas investigações - declarou o deputado.
Fruet disse que "a CPI dos Correios pretende verificar se há alguma forma de relacionamento entre o Banco Opportunity e as empresas de Marcos Valério, e se essas instituições movimentaram recursos que abasteceram o valerioduto".
Lula
Questionado sobre a entrevista concedida pelo presidente da República ao programa de tv "Roda Viva", Fruet observou que Lula "corrigiu" algumas de suas declarações anteriores sobre as investigações promovidas pela CPIs em curso no Congresso - entre outras afirmações, o presidente frisou que o caixa dois é "intolerável".
- Foi uma entrevista de recuperação de imagem. Lula não podia dizer, como o fez anteriormente, que havia apenas "denuncismo" vazio - ressaltou o deputado.
Fruet destacou que, "se isso fosse verdade, não teria ocorrido afastamentos nas diretorias dos Correios e do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), por exemplo".
(Ricardo Koiti)
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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